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Notas do FC Porto-Vizela: Menino Conceição foi graúdo em noite esquisita

Portistas foram para o descanso a perder por conta de um autogolo de Pepe, mas deram a volta no segundo tempo. O camisola 10 do dragões foi o farol para a remontada, numa noite marcada por protestos no Dragão.

Notas do FC Porto-Vizela: Menino Conceição foi graúdo em noite esquisita
Notícias ao Minuto

07:17 - 17/03/24 por Rodrigo Querido

Desporto Análise

O FC Porto afogou as mágoas da eliminação europeia diante do Arsenal e, na noite de sábado, goleou por expressivos 4-1 na receção ao Vizela, em jogo da 26.ª jornada da I Liga. O conjunto minhoto tentou ser o antídoto para o forte início do adversário e até esteve em vantagem na partida, mas o poderio dos dragões fez-se sentir na segunda parte.

Mas se se esperava uma noite fácil para os homens de Sérgio Conceição, a verdade é que o encontro foi mesmo de emoções fortes e com alguma polémica à mistura. A começar pelo que se passou na bancada.

A propósito do roubo de tarjas do Museu do FC Porto, as claques Super Dragões e Colectivo Ultras 95 estiveram em silêncio na primeira parte da partida. Se os elementos do Colectivo Ultras 95 deixaram o Estádio do Dragão ainda na primeira parte, situação que valeu assobios por parte da maioria dos adeptos portistas, que ripostaram com cânticos, os Super Dragões tomaram posição idêntica em tempo de intervalo e viraram mesmo as suas faixas principais para cima. No entanto, o intervalo parece ter feito bem à principal claque portista, que voltou a apoiar a equipa no decorrer da segunda parte.

Indiferentes ao protesto das claques pelo roubo das faixas, os vice-campeões nacionais acabaram por responder em campo. Depois de um azar do capitão Pepe que deixou o Vizela a vencer ao intervalo, os dragões capitalizaram a superioridade numérica, fruto da expulsão de Lacava no arranque do segundo tempo, para golearem os minhotos.

Francisco Conceição sobressaiu na segunda parte, depois de já ter estado em evidência na etapa inicial, e igualou a contenda aos 55 minutos. A toada pressionante do FC Porto foi-se mantendo e Pepê consumou o 2-1 a passe do suplente Danny Namaso, aos 68 minutos. Já na reta final, Evanilson e Toni Martínez fecharam a contagem.

Imune aos protestos dos adeptos, o FC Porto somou a terceira vitória seguida na I Liga e colocou pressão sobre os rivais lisboetas Sporting e Benfica que apenas entram em campo este domingo. Já o Vizela interrompeu uma sequência de três partidas sem derrotas e ficou com vida ainda mais difícil para a manutenção na I Liga.

Mas vamos às notas desta partida:

Figura

Francisco Conceição foi a figura da reviravolta do FC Porto. À beira de juntar-se pela primeira vez aos trabalhos seleção principal, o jovem extremo do FC Porto provou que já é um graúdo, apesar da sua idade dizer o contrário. Foi o principal agitador do ataque dos portistas do início ao fim do jogo. Marcou um grande golo de fora da área, depois de já ter ficado à beira de um outro 'monumento' na primeira parte.

Surpresa

Se há um culpado pela derrota pesada do Vizela no Dragão não é Buntic. O guardião croata evitou várias situações de golo iminente e foi graças às suas excelentes intervenções que os minhotos não saíram da cidade do Porto com mais golos na bagagem.

Desilusão

Lacava esteve muito mal nos dois lances em que acabou amarelado. Já com um amarelo no cartório por uma falta sobre João Mário na primeira parte, o venezuelano pareceu que se tinha esquecido dessa admoestação e derrubou Francisco Conceição junto à lateral.

Treinadores

Sérgio Conceição:

O treinador do FC Porto viu a sua equipa ser surpreendida na primeira parte com o autogolo de Pepe, situação que o Vizela não fez por merecer dado que foi um lance infeliz do capitão portista. A reação portista tardou, mas a resposta acabou por ser copiosa no segundo tempo. Os quatro golos que aconteceram podiam ter sido muitos mais. E a equipa conseguiu manter-se imune ao que era o ambiente estranho nas bancadas.

Rubén de la Barrera:

0 remates à baliza em 90 minutos mostram bem o quão justa foi a vitória do FC Porto. Os minhotos nada fizeram para chegar ao intervalo a vencer e a expulsão imprudente de Matías Lacava no segundo tempo demonstrou bem a inexperiência desta equipa. O técnico vai ter uma tarefa difícil para assegurar a manutenção.

Arbitragem

Excelente trabalho da equipa liderada por João Gonçalves, sem qualquer tipo de influência no resultado final. O juiz esteve bem ao expulsar Lacava.

Leia Também: FC Porto apaga erro de Pepe, goleia Vizela e coloca pressão no Benfica

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