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Casillas recorda enfarte: "Caio no chão e digo não pode ser"

Guardião espanhol detalha o dia em que se sentiu mal num treino do FC Porto.

Casillas recorda enfarte: "Caio no chão e digo não pode ser"
Notícias ao Minuto

23:54 - 27/11/20 por Francisco Amaral Santos 

Desporto Colgar las Alas

Corria o dia 1 de maio de 2019 quando Iker Casillas sofreu um enfarte do miocárdio no treino do FC Porto e teve de ser internado de urgência. O antigo guardião espanhol não esquece o episódio que o fez abandonar a carreira de jogador da pior maneira. A Movistar+ lançou, esta sexta-feira, os primeiros dois episódios da série documental 'Colgar las Alas' e Casillas faz um relato detalhado do tudo aquilo que aconteceu naquele dia.

"No dia 1 de maio de 2019 estava a fazer aquilo que fazia todos os dias. Fomos para o treino e temos o hábito de dar duas voltas ao campo. Tenho uma sensação de meio segundo diferente quando tento respirar. Quando vou com a equipa, sinto falta de ar. Na minha cabeça penso que seja uma alergia. Começo a sentir outras coisas e ao contrair o peito noto que não consigo respirar. Caio no chão e digo não pode ser. É como estar numa piscina com dois metros de profundidade: queres sair mas não consegues", começou por recordar Casillas, prosseguindo com o minucioso relato. 

"É uma angústia. Cada vez me falta mais o ar. Quando estávamos a caminho do hospital penso sempre que era algo derivado da alergia. Não pensava que era um enfarte. Pergunto à médica se me iam abrir o peito. Senti um cateter no peito. Há um momento difícil quando me metem líquido. Disse ao médico que não aguentava, que me estavam a queimar, mas o médico tranquilizou-me e disse-me que tinha que esperar 30 segundos", explicou Casillas

Medo de dormir: "Se aquilo acontecia no dia anterior em casa, teria ficado lá. Nunca mais dormi de bruços. As noites eram de angústia e até um espirro era um drama. O médico dizia-me: 'Iker, não vais morrer'. Um dia disse basta à angústia que tinha: 'Vou dormir, se não acordar, não acordo, mas vou tentar descansar'."

A recuperação: "Saí para passear uma semana depois por recomendação médica. O médico disse que eram apenas dez minutos. Fiquei muito cansado e cheguei a casa desanimado porque vês que estás débil e frouxo. Vês que estás desprotegido. Lembro-me que fui a Madrid e numa sessão de recuperação tive de fazer um exercício simples de força. Passei mal."

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