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Embalados na noite de Zaidu: As notas do Marseille-FC Porto

Lateral nigeriano marcou o golo que abriu o caminho para uma importante vitória, que deixa os dragões a um ponto dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Embalados na noite de Zaidu: As notas do Marseille-FC Porto

O FC Porto já pode começar a prepara-se para fazer soltar as rolhas das garrafas de champanhe, uma vez que, após derrotar o Marseille, na noite de quarta-feira, por 2-0, ficou a apenas um ponto de selar o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Uma vitória que, no entanto, foi tudo menos fácil, desde logo nos minutos iniciais, quando o conjunto orientado por André Villas-Boas se instalou no meio-campo adversário e esteve, inclusive, à beira de chegar à vantagem logo aos 15 minutos. Valeu a bela defesa de Agustín Marchesín, após um cabeceamento de Valère Germain.

Aos poucos, os dragões conseguiram começar a ligar melhor o jogo e aproximar-se da baliza à guarda de Steve Mandanda. O guarda-redes francês ainda travou uma primeira tentativa de Zaidu, mas o lateral nigeriano não se deixou abalar e, apenas dois minutos depois, colocou mesmo a bola no fundo das redes, no seguimento de uma jogada de insistência.

Numa partida marcada pelo excesso de agressividade de parte a parte e por um futebol pouco atrativo, os dragões chegaram a temer que a situação 'desse para o torto' quando, aos 67 minutos, Marko Grujic - que até estava a ser um dos melhores jogadores em campo - viu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho. No entanto, a desilusão não durou muito.

Isto porque, apenas três minutos depois, Leonardo Balerdi também recebeu ordem de expulsão, neste caso por derrubar Moussa Marega na grande área francesa. Na cobrança da consecutiva grande penalidade, Sérgio Oliveira não vacilou, atirou para o fundo das redes e selou o resultado final no Vélodrome.

Com este triunfo, o FC Porto reforça a segunda posição do Grupo C da Liga dos Campeões, com nove pontos, menos três do que o Manchester City, que, horas antes, assegurou o apuramento para a próxima fase, ao derrotar o Olympiacos. Já o Marseille, permanece no último lugar, sem qualquer ponto, e está, matematicamente, afastado dos 'oitavos' da prova milionária.

Figura

Zaidu Sanusi assinou, porventura, aquela que terá sido a mais completa exibição desde que trocou o Santa Clara pelo FC Porto. As dificuldades na hora de decisão continuam lá, mas a verdade é que o nigeriano disse 'presente' em dois momentos fulcrais do jogo: aos 39 minutos, quando inaugurou o marcador, e aos 61, quando tirou um 'golo cantado' a Floriant Thauvin.

Surpresa

Sem Matheus Uribe, Sérgio Conceição optou por lançar Marko Grujic, e, até ao momento da expulsão, o sérvio estava a ser um dos elementos mais preponderantes do FC Porto. Além de ter ficado diretamente ligado ao primeiro golo da noite, o médio desempenhou um papel fundamental no centro do terreno. Pecou, no entanto, pela abordagem negligente que lhe custou o segundo cartão amarelo.

Desilusão

Sérgio Conceição elogiou o papel da frente de ataque dos dragões na hora de pressionar a primeira fase de construção de jogo do Marseille, mas, destes, Moussa Marega acabou por ser o elo mais fraco. O maliano correu muito, mas raras foram as vezes em que correu bem. Ainda assim, acabou por ser importante ao conquistar a grande penalidade que originou o segundo golo dos visitantes.

Treinadores

André Villas-Boas: Aprendeu com os erros cometidos no Dragão e apresentou uma equipa de cara lavada no Vélodrome. Sem nunca encantar, os franceses podiam ter chegado à vantagem na primeira meia-hora de jogo, mas o golo de Zaidu acabou por mudar tudo. Já na segunda parte, lançou Dimitri Payet e Dario Benedetto, mas, com erros como o que originou o penálti, não há muito que possa fazer.

Sérgio Conceição: O FC Porto não entrou, de todo, bem no jogo, e viu-se obrigado a correr atrás da bola enquanto o Marseille a fez circular. Ainda assim, o treinador não demorou e, ao ajustar a posição de Otávio, fez com que a equipa conseguisse, por fim, ter bola e ligar o jogo entre a defesa e o ataque, dando início a uma vitória justa, ainda que não livre de percalços.

Árbitro

Não fosse o facto de Andreas Ekberg ter optado por um critério disciplinar bem largo no Vélodrome, e o Marseille-FC Porto poderia ter terminado com mais do que dois cartões vermelhos de cada lado. O jogo foi feio, com faltas a mais, mas o árbitro sueco acabou por conseguir controlá-lo. De sublinhar, ainda, a decisão acertada de assinalar a grande penalidade de Leonardo Balerdi sobre Moussa Marega.

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