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'Manita' servida com sotaque alemão: As notas do Famalicão-Benfica

Encarnados ultrapassaram da melhor maneria a desilusão europeia em Salónica e golearam a equipa sensação da última época.

'Manita' servida com sotaque alemão: As notas do Famalicão-Benfica

Começou com um passeio a Norte do país a viagem do Benfica rumo à ambicionada conquista do título de campeão nacional no final da temporada. Os encarnados, que até jogaram de negro, mostraram uma face completamente oposta àquela demonstrada em Salónica na terça-feira diante do PAOK e golearam o Famalicão por uns expressivos 5-1.

A humilhante eliminação da Liga dos Campeões parece já estar para trás das costas, com o regresso do rolo compressor de Jorge Jesus ao campeonato português, ele que se estreou da melhor maneira nesta 'segunda vida' ao leme do clube da Luz. Foi uma exibição de encher o olho, mas que contou com muitas alterações em relação ao jogo com o PAOK.

Jesus tinha prometido mudanças e foram muitas as que o técnico efetuou em relação ao encontro de terça-feira. Pizzi, Weigl, Pedrinho e Seferovic começaram o encontro no banco e cederam lugar a Gabriel, Rafa Silva, Darwin e Waldschmidt, que viria a ser  a figura do encontro de abertura da edição deste ano do campeonato português.

Num jogo de sentido único, a formação lisboeta apareceu completamente restabelecida não só a nível do onze inicial, mas também mentalmente e na forma como jogou,  remetendo o Famalicão ao seu meio-campo defensivo.

Foi com naturalidade que o clube da Luz se colocou na frente do marcador com um remate certeiro do alemão Waldschmidt, que marcou o primeiro golo desta edição da Liga aos 19 minutos, antes de bisar aos 66 minutos. Everton Cebolinha, aos 21, Grimaldo, de livre direto, aos 42, e Rafa, aos 52, marcaram os restantes golos do vice-campeão nacional, tendo Guga reduzido para a equipa famalicense.

Mas vamos às notas do encontro entre Famalicão e Benfica

Figura:

Excelente exibição de Luca Waldschmidt, talvez de sonho para o jovem alemão. Foi umas das surpresas na equipa inicial em relação ao encontro na Grécia e mostrou, desde já, que merece um lugar na equipa inicial com dois golos que até podiam ter sido três logo no jogo de estreia. Atuou numa zona semelhante àquela em que João Félix jogava há duas temporadas e tornou-se numa peça fundamental para o triunfo encarnado, fazendo várias diagonais e surgindo por diversas vezes em zonas de finalização.

Surpresa:

No dia em que soube da chamada à seleção principal do Brasil, Everton Cebolinha brindou os adeptos do Benfica com uma exibição que, certamente, os deixou a sorrir. Foi uma autêntica dor de cabeça para o lado esquerdo da defesa dos famalicences, demonstrando que é um daqueles jogadores que, em forma, poderá resolver vários jogos. Para além da excelente qualidade que demonstrou a nível individual, o canarinho coroou a exibição com um golo através de um belo remate colocado, mas também com uma assistência para o golo de Rafa Silva.

Desilusão:

Aposta errada de João Pedro Sousa em Jorge Pereira. Na sua estreia com a camisola da equipa principal do Famalicão e no primeiro jogo no campeonato português, o jovem médio foi adaptado à posição de lateral direito - que no ano passado era desempenhada por Diogo Gonçalves, agora no Benfica -, mas foi incapaz de travar as ofensivas dos adversários, tendo sido por diversas vezes ultrapassado por jogadores como Everton e Waldschmidt. Acabou por ser substituído ao intervalo da partida.

Treinadores:

João Pedro Sousa: Depois da excelente campanha no ano passado, e que terminou com pontos roubados aos três grandes nos encontros realizados na última temporada, esperava-se que a formação famalicense se apresentasse com outra cara diante do vice-campeão nacional. Foi uma noite para esquecer na defesa minhota, com vários erros de palmatória e contrariando a correção defensiva demonstrada na época passada. Para além dos problemas ao nível da defesa, o trio do meio-campo foi incapaz de impedir a grande dinâmica demonstrada pelo Benfica.

Jorge Jesus: Eram precisas muitas mudanças em relação ao encontro de terça-feira frente ao PAOK, e a verdade é que os encarnados se apresentaram completamente diferentes da última partida. Com quatro novas caras lançadas no onze inicial, uma delas em estreia absoluta e outra a debutar no onze inicial, e a dupla de meio campo que mais alegrias deu aos encarnados na última época, o Benfica ainda não arrasou como Jesus prometeu, mas jogou muito mais do que o apresentado em Salónica. A presença de Gabriel no onze dá mais soluções aos encarnados na hora do passe, e a aposta na dupla de ataque formada por Darwin e Waldschmidt deu outra mobilidade que não se viu no último encontro.

Arbitragem:

Boa exibição da equipa de arbitragem liderada pelo alentejano Luís Godinho. Não cometeu nenhum erro que influenciasse o resultado, mas na retina fica apenas um lance algo duvidoso na área do Famalicão. Ainda assim, parece ter sido uma boa decisão a de não assinalar grande penalidade. 

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