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Carlos do Carmo: Assembleia de Lisboa manifesta "profundo pesar"

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) manifestou hoje "profundo pesar" pela morte do fadista Carlos do Carmo, que morreu em 01 de janeiro, e recomendou a atribuição do seu nome a um local da cidade.

Carlos do Carmo: Assembleia de Lisboa manifesta "profundo pesar"
Notícias ao Minuto

16:04 - 12/01/21 por Lusa

Cultura Carlos do Carmo

À votação do documento, aprovado por unanimidade e subscrito pela mesa da AML e por todas as forças políticas, seguiu-se um minuto de silêncio.

A primeira sessão plenária do ano está a decorrer, desde as 15:00, exclusivamente por videoconferência, devido à pandemia de covid-19.

Carlos do Carmo morreu em 01 de janeiro, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O seu fado "Lisboa Menina e Moça" vai passar a ser a canção oficial da cidade, anunciou há uma semana o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS).

Numa breve nota publicada na sua página da rede social Facebook, Fernando Medina avança que esta "é a melhor homenagem que a cidade pode prestar a Carlos do Carmo, durante anos o grande embaixador do fado".

Segundo o autarca, trata-se de uma decisão tomada "com o acordo unânime" dos vereadores do município e que perpetua a importância do fadista para Lisboa.

Ainda segundo Fernando Medina, a câmara, em articulação com a família do fadista, irá encontrar uma "forma complementar de o homenagear", atribuindo o seu nome a uma rua ou a um equipamento da cidade.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística, em 1964.

Distinguido com o Grammy Latino de Carreira, em 2014, entre outros galardões, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do 'Canecão', no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

"Foi ainda um dos fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, o principal impulsionador da criação do Museu do Fado em Lisboa, e embaixador da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade", recorda o voto de pesar hoje aprovado.

Apesar de nunca se ter filiado em nenhum partido, Carlos do Carmo era apoiante do PCP.

O cantor despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

A publicação do seu derradeiro álbum, "E Ainda?", prevista para o passado mês de novembro, foi anunciada para este ano, pela editora Universal Music.

Leia Também: SPA cria Prémio Carlos do Carmo para melhor disco de fado

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