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Artistas juntam-se para "reivindicar justiça" para Bruno Candé. Veja

Foi publicado no YouTube um manifesto em vídeo "para que não seja sonegada a motivação racista deste crime hediondo". Grupo defende que "sem justiça não há paz!"

Um grupo de artistas juntou-se para fazer um manifesto em vídeo de modo a "reivindicar justiça" pela morte do ator Bruno Candé Marques, assim como "para que não seja sonegada a motivação racista deste crime hediondo". 

"Há um mês, o ator Bruno Candé Marques foi brutalmente assassinado por Evaristo Marinho", começam por recordar, acrescentando que, "face a esta tragédia, artistas negras e negros, reuniram-se e produziram o vídeo 'Manifesto por Bruno Candé' para reivindicar justiça e para que não seja sonegada a motivação racista deste crime hediondo".

"Sem justiça não há paz!", destacam. 

Nas imagens, publicadas na passada segunda-feira no YouTube, é ainda sublinhado que estas foram realizadas por "artistas que, como ele [Bruno Candé Marques], são negras e negros portuguesas e portugueses ou residentes em Portugal". Veja-as na galeria acima. 

De recordar que Bruno Candé Marques, ator da companhia de teatro Casa Conveniente, morreu no passado dia 25 de julho após ter sido "baleado em várias zonas do corpo", na avenida de Moscavide, no concelho de Loures, distrito de Lisboa. 

Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse, na altura, à Lusa que o óbito foi declarado no local e que o homem responsável pelos disparos foi detido, tendo-lhe sido apreendida uma arma de fogo. "O detido, após os disparos, foi retido por populares até à chegada da PSP, não ofereceu resistência e, neste momento, encontra-se na nossa custódia", referiu o comissário Bruno Pires.

Este crime levou a uma reação da SOS Racismo que, em comunicado, reclamou que a "justiça seja feita" contra um "crime com motivações de ódio racial". A família de Bruno Candé também emitiu uma nota onde refere que o ator "foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide" e que "o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas". 

Também a ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou o "brutal homicídio" do ator. "As circunstâncias da morte de Bruno Candé obrigam-nos a pensar sobre o muito que ainda nos cumpre fazer na luta contra a violência e o quanto a cultura, na sua dimensão conciliadora e de aproximação, pode contribuir para isso", afirmou, em comunicado, cinco dias depois da morte.

O crime levou também a manifestações e homenagens a Bruno Candé Marques. O ator deixou três filhos menores de 7, 5 e 3 anos de idade.

Leia Também: Casa Conveniente critica "desvalorização" do homicídio de Bruno Candé

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