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Ser artista em Portugal "não é fácil, pelo menos para mim nunca foi"

Jimmy P esteve à conversa com o Notícias ao Minuto sobre o seu novo álbum 'Abensonhado' e sobre o concerto 'Hollywoodesco' que vai dar no Porto.

Ser artista em Portugal "não é fácil, pelo menos para mim nunca foi"

Ser artista em Portugal pode não ser fácil e Joel Plácido, mais conhecido por Jimmy P, admite que para ele nunca o foi, mas a verdade é que, "com muito trabalho", conseguiu ao longo de uma década cimentar a sua carreira e preenchê-la com êxitos.

No passado dia 31 de janeiro lançou o seu quarto álbum de originais ‘Abensonhado’. O feedback do público, segundo conta o rapper ao Notícias ao Minuto, tem sido “excecional”. E não é de estranhar, Jimmy P juntou o hip hop português a um híbrido de rap e r&b e ainda colocou um qb de África.

Além deste feito, no dia 22 de fevereiro, Jimmy P vai produzir o seu mais ambicioso concerto em nome próprio que irá acontecer no Coliseu Porto Ageas para apresentar não só o seu novo álbum como comemorar os 10 anos de carreira.

O nome do espetáculo não podia ter sido mais apropriado: 'Hollywoodesco'. O concerto que Jimmy quer que seja "nosso" e inesquecível vai contar com alguns convidados especiais que participaram no novo trabalho do artista.

Mas as novidades não acabam por aqui. Jimmy P é um dos compositores e intérpretes do Festival da Canção deste ano e… quiçá, em breve, irá aumentar a família.

No dia 22 de fevereiro vai comemorar 10 anos de carreira num concerto no Coliseu Porto Ageas. Com que surpresas é que os seus fãs vão poder contar nesse dia?

Algumas já foram reveladas, vamos ter alguns convidados especiais, como a Carolina Deslandes e o Djodje, por exemplo.

O Porto foi a cidade que me acolheu numa fase importante da minha vida. Foi a cidade onde cresci tanto como homem e artista. Não a troco por nadaE 'Hollywoodesco' porquê?

Essa expressão é para espelhar tudo aquilo que tem sido feito para esse concerto. Não queremos que seja apenas mais um. Queremos que seja 'o concerto'. Para além dos novos arranjos para o 'live' que temos vindo a desenvolver e a trabalhar, para além dos convidados, vamos ter um cenário condizente com a data e criar momentos únicos. Queremos que as pessoas que estiverem lá connosco nesse dia, possam viver uma experiência única e que recordem esse concerto para sempre. Não será um concerto só meu, será um concerto ‘nosso’.

Vive no Porto há 10 anos. A escolha da Invicta foi propositada para assinalar essa data? Porquê?

Sim, foi. Seria inevitável. O Porto foi a cidade que me acolheu numa fase importante da minha vida. Foi a cidade onde cresci tanto como homem e artista. É a cidade onde me enraizei, escolhi para viver e não a troco por nada.

Pedimos autorização para utilizar essa expressão - 'abensonhado' - como título do álbum e foi o próprio Mia Couto que me respondeu ao email, dando a sua bênçãoLançou o seu quarto álbum de originais, 'Abensonhadono dia 31 de janeiro . Qual tem sido o feedback do público?

Tem sido excecional. A energia que tenho recebido das pessoas, principalmente, nos concertos é impagável. Alguns singles também têm passado com alguma constância nas rádios, o que é ótimo, porque é sinal de uma aceitação natural das músicas e, acima de tudo, porque é fundamental para as pessoas se familiarizarem com elas.

E porquê 'Abensonhado?

Esta é uma expressão oriunda das "estórias abensonhadas" do Mia Couto, que é o meu autor de eleição. Pedimos autorização para utilizar essa expressão - 'abensonhado' - como título do álbum e foi o próprio Mia Couto que me respondeu ao email, dando a sua bênção para o poder fazer, algo que para mim foi um gesto que significou muito.

Tenho feito música de que gosto e com que me identifico, nunca negando as minhas raízes e a minha essência   10 anos sonhava com o sucesso que hoje conseguiu atingir? Que balanço faz desta década?

Sonhava porque o sonho é o nosso guia para trabalharmos e tentar atingir as metas às quais nos propomos. Superou, largamente, toda a expectativa que fui criando enquanto me fui maturando enquanto artista. Algo que me deixa extremamente feliz. O balanço, claramente, é muito positivo. Tenho feito música de que gosto e com que me identifico, nunca negando as minhas raízes e a minha essência. Tenho colaborado com pessoas que eu aprecio, não só artisticamente, mas, acima de tudo, humanamente falando. Tenho conseguido pisar alguns dos maiores palcos nacionais. Trabalho com uma equipa que é uma família para mim. Mais e melhor não podia pedir.

E onde se vê nos próximos 10 anos? que projetos tem para o futuro?

Vejo-me a cuidar da minha família. Possivelmente a aumentá-la [risos]. Para o futuro, vejo-me a continuar a fazer boa música. Foi esta a vida que eu escolhi.

[Ser artista em Portugal] Não é fácil… pelo menos para mim nunca foi… tudo o que conquistei e tenho conseguido é fruto de muito trabalho, perseverança e muito focoComo está o hip hop em Portugal neste momento?

Acho que nunca esteve tão bem e felizmente de há uns anos a esta parte já. Têm surgido muitos artistas novos, gente com talento e com vontade de singrar, o que é de salutar.

É fácil ser artista em Portugal?

[Risos] Não é fácil… pelo menos para mim nunca foi… tudo o que conquistei e tenho conseguido é fruto de muito trabalho, perseverança e muito foco. Sou um artista independente, sou artista de uma agência que tem essa mesma mentalidade… e não é fácil! Por vezes batemos de frente contra muros muito altos [risos].

Disse anteriormente que sempre sonhou em ser músico para as massas. Já conseguiu concretizar esse sonho?

Sim, já. Acho que isso é algo que acontece de forma natural.

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