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Gonçalo M. Tavares elogia Marcelo por "destapar" o que está por resolver

O escritor Gonçalo M. Tavares elogiou hoje o Presidente da República por "destapar" o que está por resolver no país, aproximando-se de pessoas sem-abrigo e visitando bairros pobres, considerando que esse é um gesto raro e essencial.

Gonçalo M. Tavares elogia Marcelo por "destapar" o que está por resolver
Notícias ao Minuto

20:35 - 16/05/19 por Lusa

Cultura Escritor

fundamental, de vez em quando, destapar o sujo e mostrar: vejam, isto ainda está sujo, isto ainda não está resolvido. É esse gesto de mostrar o que é menos bom no país, ao lado do gesto de mostrar o que é extraordinário no país, que me parece invulgar. E acho que eu e toda a gente, com o tempo, iremos agradecer-lhe por isso", afirmou o escritor.

Gonçalo M. Tavares falava perante Marcelo Rebelo de Sousa, no final de uma sessão do programa 'Escritores no Palácio de Belém', que junta escritores e alunos à conversa, uma iniciativa que apontou igualmente como "muito invulgar" e demonstradora da "hospitalidade, também política", do chefe de Estado.

Contudo, defendeu que "há coisas mais importantes do que a literatura" e destacou "o gesto de se aproximar de pessoas sem-abrigo, de ir a bairros muito pobres, que algumas pessoas podem classificar de uma forma menos boa, como qualquer coisa de retórica".

No seu entender, colocar as pessoas mais excluídas no centro constitui um dever e a atuação de Marcelo Rebelo de Sousa nesta matéria é "particularmente forte" e "um gesto que são raros os presidentes que fazem".

"Basta haver pessoas muito maltratadas, por exemplo, em termos económicos para ser claramente algo que tem de ser resolvido e a única hipótese de resolver é mostrar", argumentou o escritor e professor universitário, referindo que "os gregos associavam a verdade ao destapar".

Por sua vez, o Presidente da República falou brevemente sobre a obra de Gonçalo M. Tavares, destacando três livros - 'O Senhor Valéry', 'Jerusalém' e 'Uma Viagem à Índia' - e declarou-se seu admirador, confessando-se "traumatizado" por o escritor ter declinado um convite que lhe fez "para uma coisa", que optou por não revelar, há cerca de três anos.

A este propósito, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a fazer alusão à decisão entre recandidatar-se ou não a um segundo mandato: "Já não tenho muito tempo para me cruzar com ele nestas funções, a menos que as prolongue e, para isso, é preciso a vontade e é preciso que o povo concorde. Foi uma pena, mas eu compreendi, o caminho dele era outro".

Antes de pedir aos alunos do ensino secundário "uma grande salva de palmas" para Gonçalo M. Tavares, o chefe de Estado partilhou com os jovens a sua visão sobre a importância de cada dia, contando que chegou a ter calendários onde registava "um apontamento rápido de balanço do dia: correu mal, correu bem", com a respetiva nota, de zero a vinte.

"Era muito cansativo, deixei-me disso, passei a fazer uma coisa mais simples", prosseguiu.

O Presidente da República acrescentou que agora já não toma notas por escrito, mas "algures entre as três e as quatro da manhã" faz um "apontamento mental: o que é que correu bem, o que é que correu mal, como foi o dia".

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