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Facebook bloqueia três campanhas de desinformação, uma ligada à Rússia

O Facebook, que está a tentar fortalecer a luta contra a desinformação nas suas diferentes plataformas, anunciou hoje que bloqueou três novas campanhas que visavam influenciar a opinião pública, uma delas ligada à Rússia.

Facebook bloqueia três campanhas de desinformação, uma ligada à Rússia

"Estamos constantemente a trabalhar para detetar e interromper este tipo de atividade, porque não queremos que os nossos serviços sejam utilizados para manipular as pessoas", afirmou Nathaniel Gleicher, responsável da cibersegurança da rede social Facebook, num 'post' do blogue.

"Estamos a progredir na eliminação deste tipo de abusos, mas como afirmámos anteriormente, é um desafio permanente", acrescentou.

A rede social excluiu dezenas de contas, páginas e grupos no Facebook e Instagram, não por causa do conteúdo, mas devido à forma como funcionavam e se coordenavam para induzir em erro os seus leitores sobre a sua identidade e objetivos.

A primeira operação foi orquestrada pela Rússia, com 78 contas, 11 páginas e 29 grupos no Facebook, além de quatro contas no Instagram - detida pela mesma rede social -, direcionada para a Ucrânia e países vizinhos.

"Algumas das contas apresentavam-se como de jornalistas cidadãos e tentaram entrar em contacto com decisores, jornalistas e outras personalidades públicas da região", salientou o Facebook.

De acordo com a investigação, estas contas estavam ligadas aos serviços de inteligência russos.

A segunda operação foi organizada a partir do Irão e dirigida aos Estados Unidos, com seis contas de Facebook e cinco no Instagram. Foram partilhados artigos sobre a a atualidade política e a geopolítica, incluindo temas como as eleições nos Estados Unidos, cristianismo, as relações entre os Estados Unidos e o Irão e a política de migração norte-americana.

A terceira rede operava a partir do Vietname e em Myanmar (Birmânia) e tinha como alvo a população birmanesa, com 13 contas e 10 páginas no Facebook. Criticavam, essencialmente, duas operadoras de telecomunicações e estavam ligados, segundo a rede social, a dois concorrentes e a uma empresa de relações públicas.

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