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Degradação da ala de pediatria do São João? "Não é culpa de Centeno"

Joaquim Jorge afirma que “a culpa é de todos”.

Degradação da ala de pediatria do São João? "Não é culpa de Centeno"

Joaquim Jorge, biólogo e fundador do Clube dos Pensadores considera, segundo faz saber num artigo de opinião escrito para o Notícias ao Minuto, que a culpa do estado degradante da ala pediátrica de Oncologia do Hospital de São João, no Porto, não pode ser atribuída a Mário Centeno apesar de a classe política estar a tentar acusar o ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo desta situação.

“A classe política adora bodes expiatórios e noto que tem inveja de Mário Centeno ser presidente do Eurogrupo. Por isso procura denegri-lo e culpá-lo de factos que deveriam ser atribuídos a várias entidades”, reage Joaquim Jorge à chamada do ministro das Finanças, por parte do PSD e CDS, ao Parlamento, para explicar as restrições orçamentais na área da Saúde.

Ainda quanto a este assunto, o biólogo refere que “a haver culpas, estas devem ser distribuídas pelo anterior governo de Pedro Passas Coelho, pela Administração do Hospital de São João (em funções e a anterior), pelo ministro da Saúde [Adalberto Campos Ferreira] e, uma pequena parte, por Mário Centeno que não disponibilizou as verbas”.

“No São João, a culpa não é de Centeno é de todos. É uma vergonha chegar ao estado que se chegou na ala pediátrica de Oncologia”, acrescenta Joaquim Jorge.

Além desta questão, mas continuando a falar de Mário Centeno, o fundador do Clube dos Pensadores comenta as reações ao artigo de opinião que o ministro das Finanças escreveu para o jornal Público: “A credibilidade da política económica, 2017”.

“O défice ficou 1.000 milhões de euros abaixo do previsto há um ano no Programa de Estabilidade. Metade deste resultado deveu-se à menor despesa em juros, a outra metade foi possibilitada pelo crescimento económico. Centeno mantém a meta de 0,7% de défice para 2018. O BE não gostou e dá a Centeno até sexta-feira para recuar na revisão do défice”, sublinha Joaquim Jorge, lamentando o facto de que “se o BE esticar demasiado a corda e provocar eleições antecipadas pode ser seriamente penalizado. Ninguém quer um sobressalto político e eleições antecipadas. Marcelo já avisou.”

Joaquim Jorge afirma ainda que “Centeno pode vir a demitir-se se não respeitar a sua política económica. Não faz sentido nenhum alguém ser líder da Europa e não cumprir, no seu país, o que pede para os outros países europeus. ‘Depressa e bem, há pouco quem!’. Este provérbio é muito curioso porque retrata fielmente a política portuguesa. É preferível não ter aumentos de ordenados e haver o controlo das contas públicas. É importante melhorar a vida das pessoas, mas é preciso fazê-lo com calma”

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