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"Condições indignas". Crianças fazem quimioterapia nos corredores

Hospital de São João, no Porto, reconhece "condições indignas" e refere que aquela unidade aguarda pelas verbas do Governo para fazer obras. O Bastonário da Ordem dos Médicos fala de uma situação "crónica" que se arrasta.

"Condições indignas". Crianças fazem quimioterapia nos corredores

A denúncia foi feita pelos próprios pais. Há crianças a receber tratamento de quimioterapia nos corredores do Hospital de São João, no Porto.

Ao Notícias ao Minuto, o porta-voz do hospital admite que os profissionais fazem “o possível” em condições “realmente indignas”.

Refere ainda que, desde junho de 2017, o Centro Hospitalar aguarda “a libertação de verbas necessárias para o início do processo de construção do centro pediátrico conforme ficou expresso formalmente num protocolo assinado pelo CHSJ, ARS Norte e ACSS, na presença de dois secretários de Estado”.

Já o bastonário da Ordem dos Médicos fala de “uma situação de urgência” e “inaceitável”. Em declarações ao Notícias ao Minuto, Miguel Guimarães faz severas críticas ao ministro da tutela que, na sua opinião, tem “desvalorizado completamente a saúde”, deixando acumular várias situações graves.

Este cenário no São João, noticiado esta terça-feira pelo Jornal de Notícias, “é mais uma situação crónica que se arrasta no tempo" e resulta da degradação dos contentores que têm já 10 anos.  "Infelizmente, o Ministério não está a dar a verba para as obras", lamenta. 

A degradação dos serviços de saúde, causada pelo desinvestimento, está a gerar "indignação", tanto dos profissionais como dos doentes", faz sobressair ainda o bastonário, sublinhando que esta é uma denúncia "na primeira pessoa". "Não podemos continuar a desvalorizar a Saúde como este Governo está a fazer", acrescenta. 

Miguel Guimarães está convencido de que “este ministro começa a ficar sem condições” para o cargo, uma vez que tem sido “completamente incompetente”.

"O ministro da Saúde não pode continuar a refugiar-se no ministro das Finanças", prossegue o Bastonário, frisando ainda que o responsável da pasta da Saúde não pode andar a dizer que "somos todos Centeno, enquanto as pessoas estão em sofrimento". 

Contactado pelo Notícias ao Minuto, o Ministério da Saúde remeteu esclarecimentos para a ARS/Norte, "braço direito" do Ministério, que, por sua vez, colocou do lado do centro hospitalar a responsabilidade de se pronunciar sobre o tema. 

Saliente-se que o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar São João, António Oliveira e Silva, falará ainda esta manhã, pelas 11 horas, aos jornalistas, sobre as condições do serviço de pediatria daquela unidade hospitalar. 

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