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"Teodora Cardoso diz o que pensa e não o que o PS quer que se diga"

Joaquim Jorge recorda que o valor do défice foi conseguido através de medidas extraordinárias.

"Teodora Cardoso diz o que pensa e não o que o PS quer que se diga"
Notícias ao Minuto

14:00 - 12/04/17 por Notícias Ao Minuto

Política Joaquim Jorge

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, considera que é importante o Governo ter cumprido o défice. Contudo, frisa que os portugueses devem saber e perceber como foi alcançado e, se é para continuar a sua descida.

Num texto de opinião enviado ao Notícias ao Minuto, o candidato do PSD a Matosinhos, elogia, de certa forma, a presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP) por "não desarmar" e dar a sua visão sobre a redução do défice.

Joaquim Jorge faz questão de acentuar que o valor atingido pelo défice "foi feito à custa de cortes na despesa que explicam mais de 80% da redução do défice" e aconteceu porque o Governo "optou por não realizar mais de metade das despesas que estavam cativadas no OE 2016", além da queda do investimento e os encargos com os juros.

"Estes três factores compensaram o aumento de despesa primária e uma evolução menos positiva da receita, apesar da retoma económica do final do ano e das receitas extraordinárias com o programa de recuperação de dívidas fiscais", analisa, concluindo que o défice foi conseguido à custa de receitas extraordinárias, como o plano de regularização extraordinária de dívidas fiscais, com um valor próximo de 550 milhões de euros.

"O PS já fez saber que quer que a senhora Teodora Cardoso se vá embora e extinguir o CFP" por considerar que esta "cria pânico e desconfiança na execução orçamental. As suas previsões não vão de encontro aos interesses do PS".

Para Joaquim Jorge, "é fácil perceber esta tomada de posição" do PS. "A senhora Teodora Cardoso, reputada economista, é uma mulher de garra e independente. Diz o que pensa e o que acha correcto, e não o que o governo PS quer que se diga", constata o biólogo, para quem uma democracia "deve ter contrapoderes e poderes independentes". "Esses poderes não podem nem devem ser uma correia de transmissão do pensamento do Governo", frisa.

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