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"É preciso saber quais são os negócios ruinosos" da CGD

Miguel Morgado e João Galamba discutiram esta noite de quarta-feira, na SIC Notícias, a questão da divulgação de documentos sigilosos da banca.

"É preciso saber quais são os negócios ruinosos" da CGD

Miguel Morgado (PSD) indicou esta noite de quarta-feira, no espaço de debate da SIC Notícias que o opôs a João Galamba (PS), que é necessário o acesso à informação no âmbito da Comissão de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O social-democrata explicou que a “gestão dos últimos anos não só envolveu uma gestão irresponsável como, em alguns casos, com indícios de fraude, corrupção e aspetos de natureza criminal” e que, portanto, “é preciso saber quais são os negócios ruinosos que levaram a CGD à situação em que estava em 2011” porque “quem é chamado a responder a estas perdas são os contribuintes”.

Sobre se a divulgação desta informação pode ou não prejudicar o banco público, Miguel Morgado sustentou que “há informação que poderá ser reservada” mas que “este argumento de que a concorrência fica a conhecer a situação do banco se forem divulgados determinados aspetos é sempre uma faca de dois gumes e não pode ser esgrimida consoante as nossas conveniências”.

João Galamba (PS) reagiu dizendo que “se a gestão antes da crise foi criminosa ou não foi criminosa, há autoridades próprias para se pronunciar sobre isso”. Sobre a divulgação da informação, o socialista refere que “se o Estado meteu dinheiro num conjunto de bancos, ou tínhamos acesso aos planos de capitalização de todos ou de nenhuns”.

“O que não podemos é, em 2017, quando houve uma capitalização destes bancos todos, subitamente - e aí uso a expressão que há bocado foi usada pelo Miguel Morgado - de acordo com a nossa conveniência achar que agora a transparência é muito boa quando ela aparentemente não foi necessária no passado”, terminou.

Recorde-se que, no dia 18 de janeiro, foi noticiado que o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu levantar o sigilo bancário relativamente aos documentos solicitados a entidades como o Banco de Portugal e a CMVM pela comissão de inquérito à CGD.

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