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Maria de Belém defendeu colaboração de Portugal com a França

A candidata presidencial Maria de Belém defendeu hoje a colaboração de Portugal com a França no combate ao terrorismo, considerando que, internamente, é preciso resolver os preconceitos relativamente aos serviços de informação para que estes sejam eficazes e capazes.

Maria de Belém defendeu colaboração de Portugal com a França

No primeiro dos Encontros Belém 2016, sobre "A Segurança da Europa e a ameaça terrorista", a posição da candidata acompanhou a ideia defendida pelo ex-ministro Jorge Coelho, que defendeu a necessidade de credibilizar os serviços de informação.

Jorge Coelho considerou necessário implementar "uma cultura em Portugal" que evidencie que se trata de "serviços de informações da democracia, ao serviço da defesa da democracia e da defesa da República".

"Nós precisamos de ter posições de Estado sobre esta matéria, que têm de ser da colaboração do Estado português ao lado da França, para colaborar contra este terrorismo e contra o terrorismo como ameaça global", disse Maria de Belém na sua intervenção final, na sequência dos atentados de sexta-feira em Paris.

Mas é preciso também, "internamente, resolver os problemas dos preconceitos relativamente aos sistemas de informação e ao quadro jurídico dos sistemas de informação, para que tenhamos efetivamente um sistema eficaz, capaz, que não nos fragilize perante os nossos parceiros internacionais com os quais nós temos que trabalhar em conjunto", sustentou a ex-presidente do PS.

"É indispensável que nós tenhamos uma posição como país, que é a posição que sempre tivemos: por um lado, de condenar violentamente tudo aquilo que é contra a idade da razão e da racionalidade e que pretende implementar o obscurantismo, que é contra a nossa civilização, a nossa forma de estar, a nossa forma de ver, a nossa forma de viver, a nossa forma de nos relacionarmos", começou por defender.

No entanto, na opinião de Maria de Belém, deve partir-se "para essa condenação do obscurantismo sabendo que isso vai e pode implicar ações concretas do Estado português, das forças de segurança portuguesas, dos serviços de informação portugueses, das Forças Armadas portuguesas".

"Sabendo que estaremos ao lado da defesa dos valores essenciais e fundamentais que regem a nossa civilização e que regem também toda a nossa cultura, toda a nossa tradição e todo o nosso prestígio", concretizou.

Na opinião da candidata a Belém, o mundo está "perante uma ameaça tão grave e tão grande que a única maneira de reagir a isto é com coragem, determinação e sobretudo identificando o alvo certo".

"Como Presidente da República, se merecer a confiança dos portugueses, serão tomadas as decisões que prestigiarão o país e que defenderão a nossa civilização e o nosso presente para não pôr em causa o nosso futuro", garantiu.

Jorge Coelho - no encontro falaram ainda os ex-ministros Nuno Severiano Teixeira, Rui Pereira, José Vera Jardim e Alberto Martins - defendeu que na situação de ameaça atual as informações fundamentais como prevenção.

"Vejo aqui muitas vezes muitas preocupações em Portugal de haver mais meios na área da justiça e em áreas institucionais, mas é chegada a hora aqui em Portugal de que também termos consciência que nós precisamos de ter meios eficazes e para isso serão termos um serviço de informações a funcionar em pleno", defendeu.

O ex-ministro pediu, por isso, pedagogia por parte do Presidente da República - seja o que está em funções, sejam os candidatos - para que "de uma vez por todas a democracia tenha mecanismos da sua própria defesa e não poder haver neste capítulo meias tintas".

"Necessidade de termos um serviço de informações credibilizados, com todas as características. Se queremos defender a nossa paz, a nossa tranquilidade não só como país, mas na Europa e no Mundo, nós temos a obrigação, em Portugal, de fazer o que devemos", concluiu.

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