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Acordo à Esquerda? "Como adversários tão irredutíveis vão conviver?"

Apesar de PSD e CDS terem tido, a 4 de outubro, a menor votação conjunta de sempre (exceto a de 1985), João César das Neves considera que o peso conjunto de PS, PSD e CDS “continua hegemónico”.

Acordo à Esquerda? "Como adversários tão irredutíveis vão conviver?"

O economista João César das Neves alerta para uma eminente “quebra no quadro político” português, com os partidos tradicionais “desafiados por novas forças, em geral extremistas, que eliminam velhos equilíbrios e estruturas”.

Para o antigo assessor económico de Cavaco Silva, o acordo à Esquerda estabelecido entre os socialistas, Bloco e PCP “quebra de forma irredutível a estrutura clássica da democracia portuguesa”, escreve num artigo de opinião hoje publicado no Diário de Notícias.

“Como podem adversários tão irredutíveis conviver durante quatro anos nos difíceis dilemas da governação, por mais criativa que seja a solução institucional a conceber?”, questiona César das Neves.

A concluir, aponta o que diz ser uma “questão curiosa”: a “mudança súbita de atitude do PS”, que “não se pode atribuir à liderança” nem a uma “emergência nacional”. “Á primeira vista, a única alteração nas referências do PS é a ausência de Ricardo Salgado”, remata.

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