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CDU acusa Governo de estar a "arrastar os pés em tudo o que é fundamental"

O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de "arrastar os pés em tudo o que é fundamental para o país" e de só favorecer uma minoria, considerando que "aprendeu rápido as técnicas da propaganda".

CDU acusa Governo de estar a "arrastar os pés em tudo o que é fundamental"
Notícias ao Minuto

19:50 - 27/05/24 por Lusa

Política Europeias

No dia em que se assinalam os 50 anos da fixação do salário mínimo nacional, em 27 de maio de 1974, a CDU organizou uma sessão pública em Lisboa, no âmbito da campanha para as eleições europeias, na qual Paulo Raimundo defendeu que "é urgente um choque salarial" em Portugal.

O líder comunista referiu que, se o salário mínimo nacional tivesse sido atualizado conforme a inflação e a produtividade, o seu valor teria sido de 1.137 euros em 2019.

"Há estimativas que avançam que, para garantir uma vida digna no nosso país, ou seja, para garantir o acesso a bens e serviços essenciais à realização pessoal e profissional, o valor para um casal com dois filhos deveria ser próximos dos 1.300 euros de salário por cada um dos membros do casal", acrescentou.

O secretário-geral do PCP defendeu assim que necessário o aumento de todos os salários em 15%, num mínimo de 150 euros, e a fixação do salário mínimo nacional nos mil euros já em 2024 - atualmente, é de 820.

"Aqui está a fórmula que apresentamos: aumentar o salário mínimo, aumentar a administração pública, pôr fim à caducidade da contratação coletiva, pôr fim às normas gravosas", afirmou, considerando que o aumento dos salários só depende da vontade do Governo, que criticou.

O líder comunista acusou o Governo de ser "um mau pagador para os trabalhadores, ao mesmo tempo que se revela um autêntico passa-cheques para os grupos económicos".

Para o líder comunista, o "Governo está a mostrar-se ágil na multiplicação de anúncios e intenções para a maioria, sobrando a eficácia e as medidas concretas para uma pequena minoria".

"Este Governo que arrasta os pés em tudo o que é fundamental para o país, que mais parece uma espécie de conselho de administração dos interesses do capital e que aprendeu rápido as técnicas da propaganda", disse.

Ironizando, o secretário-geral do PCP disse que essas técnicas, segundo os especialistas, aconselham a "marcar a agenda, abrir telejornais e depois pôr comentadores atrás de comentadores a comentar os anúncios que foram feitos".

É "criar a ideia que se está a responder aos problemas, quando, na verdade, em tudo o que é fundamental para os trabalhadores e para o povo, o que está em marcha é o acentuar do sacrifício das suas condições de vida", avisou.

Nesta sessão pública, intervieram trabalhadores de vários setores, como a restauração, administração pública ou têxteis, e também o cabeça de lista da CDU para as europeias, João Oliveira.

Na sua intervenção, o candidato defendeu que "a política de direita, executada pelos governos PS, PSD e CDS, sob orientação e de forma submissa às políticas da UE", empurrou Portugal "para o caminho contrário ao da valorização dos salários".

"Quando nos perguntarem se não estamos melhor por causa da UE, é altura de lembrar que o 25 de Abril não começou em Bruxelas e o salário mínimo não foi criado por uma diretiva da UE", afirmou.

João Oliveira frisou que, quando Portugal aderiu à UE, em 1986, foi prometido que passaria a ter os salários da Alemanha.

"Na Alemanha o salário mínimo nacional é hoje de quatro notas de quinhentos. Em Portugal, ele não chega a duas, porque a segunda tem de ser rasgada ao meio. Somos a favor de que essas promessas se cumpram e de que no imediato, também o nosso salário mínimo nacional dê para duas notas de quinhentos por inteiro", afirmou.

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