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Das "minorias" à "amizade" com Putin. Desinformação e guerra em debate

Aconteceu esta segunda-feira o quarto debate entre cabeças de lista dos partidos com assento parlamentar para discutir os principais temas da Europa.

Das "minorias" à "amizade" com Putin. Desinformação e guerra em debate
Notícias ao Minuto

21:03 - 20/05/24 por Carmen Guilherme

ao minuto Ao Minuto Política Europeias

Aconteceu, esta segunda-feira, dia 20 de maio, mais um debate para as eleições Europeias. 

Este colocou frente a frente os cabeças de lista João Oliveira (CDU), João Cotrim Figueiredo (IL), Pedro Fidalgo Marques (PAN) e António Tânger Corrêa (Chega) e aqueceu, sobretudo, quando entrou em discussão a desinformação e também a guerra na Ucrânia. 

Pedro Fidalgo Marques defendia que o debate à desinformação deve ser feito com investimento em "inovação e tecnologia", quando apontou o dedo à extrema-direita e defendeu uma "linha vermelha no discurso de ódio". 

Tânger Corrêa tomou a palavra para dizer que a "liberdade de expressão não pode ter limites" e defendeu que as acusações apontadas ao Chega também são "discurso de ódio", defendendo depois que "as minorias estão a tomar conta do discurso político". 

Quando o tema da Defesa entrou em discussão, João Oliveira defendeu que "o mundo já gasta dinheiro a mais em armas", criticando "guerras de agressão" em que se vai "morrer em nome da NATO". Já Cotrim Figueiredo, da IL, interveio em nome da Ucrânia e atacou com uma referência ao regime de Putin, "amigo" do PCP.

Recorde-se que a campanha para as europeias arranca no dia 27 de maio e prolonga-se até 7 de junho. As eleições estão marcadas para 9 de junho.

Fim de cobertura

Carmen Guilherme | há 1 mês

Termina aqui o acompanhamento AO MINUTO do quarto debate para as eleições Europeias, que acontecem a 9 de junho. Obrigada por ter estado desse lado!

Liberdade de expressão em debate sobre as Europeias. Que se disse?

Liberdade de expressão em debate sobre as Europeias. Que se disse?

Chega, IL e CDU rejeitaram hoje a imposição de limites à liberdade de expressão, divergindo nas soluções para combater a desinformação, e o PAN defendeu a necessidade de uma "linha vermelha" em relação ao discurso de ódio.

Lusa | 23:49 - 20/05/2024

Família europeia? Chega fala em reformulação

Carmen Guilherme | há 1 mês

Tânger Corrêa, do Chega, recusa que o partido vá integrar uma família europeia "pró-Rússia", uma vez que faz parte do grupo Identidade e Democracia, do qual fazem parte partidos pró-russos. 

"O nosso posicionamento, à partida mantém-se", disse, acrescentando que "podem contar com o Chega para defender a Ucrânia".

Assim, aponta que se vai "reformular a constituição do Parlamento Europeu em termos de famílias" nas eleições de 9 de junho.

Rússia controlar a Europa? CDU fala em "discurso para alimentar guerra"

Carmen Guilherme | há 1 mês

"Eu acredito tanto nos planos da Rússia para controlar a Europa, como acreditei nas armas de destruição massiva do Iraque", diz João Oliveira, defendendo que esse é" o discurso para alimentar guerra".

"A propaganda de guerra há de encontrar sempre formas sofisticadas para empurrar os povos para a guerra", atira. "A solução tem de ser de paz onde quer que haja guerra", defende.

Amizade entre PCP e Putin? "Não seja ofensivo"

Carmen Guilherme | há 1 mês

"Enquanto houver no espaço europeu", "tiranos, imperialistas" disponíveis "a sacrificar o seu povo e o dos outros para missões pessoais, o mundo democrático e livre tem obrigação de se defender", resume João Cotrim Figueiredo, criticando o regime de Putin, "amigo" do PCP.

"Não seja ofensivo nem mentiroso", responde João Oliveira. 

"Temos uma guerra na Europa", diz PAN

Carmen Guilherme | há 1 mês

Pedro Fidalgo Marques, do PAN, defende que é necessário ser "pragmáticos". 

"Temos uma guerra na Europa", diz, defendendo que o "sofrimento" não pode ser ignorado. 

João Oliveira, da CDU, interrompe: "O papel dos ecologistas é pôr cravos nas espingardas. Ainda bem que na CDU temos verdadeiros ecologistas", atira. 

O cabeça de lista do PAN lembra que CDU não é ecologista porque votou "contra ratificação do Acordo de Paris".

O PAN mostra-se a favor da criação de "forças de intervenção rápida multinacionais" e avisa: "Quem invade a Ucrânia, a seguir vai à Geórgia e depois vai à Europa".

 

"O mundo já gasta dinheiro a mais em armas"

Carmen Guilherme | há 1 mês

"O mundo já gasta dinheiro a mais em armas, é preciso gastar mais dinheiro em paz", diz João Oliveira, mostrando-se contra à reativação da indústria de Defesa nacional.

O cabeça de lista da CDU critica ainda a NATO e a luta das forças portuguesas em nome da Aliança. "Recusamos inteiramente esse caminho", refere, criticando "guerras de agressão" em que se vai "morrer em nome da NATO".

"Se fosses ucraniano como é que combatias um invasor como o russo?", ataca Cotrim Figueiredo. "Enquanto houver Putins alguém tem de fazer frente e estar armado", acrescenta o liberal. 

Defesa? Portugal "é um país estrategicamente fraco"

Carmen Guilherme | há 1 mês

O tema da Defesa entra agora em discussão.

Tânger Corrêa diz que Portugal "é um país estrategicamente fraco, vulnerável" e que "temos de voltar a ter capacidade de Defesa". Assim, defende a reativação da indústria de Defesa. 

 

Desinformação? CDU defende "garantia dos direitos sociais"

Carmen Guilherme | há 1 mês

Ainda na discussão sobre o combate à desinformação, João Oliveira, da CDU, defende que é necessário um "aprofundamento da democracia": "Que é tudo o oposto daquilo que disse o Tânger Corrêa", refere. 

O comunista defende uma aposta na Educação e na Cultura, para que possa haver discussão. 

"A censura e a limitação não são eficazes no combate à desinformação. O problema de fundo é a capacitação dos cidadãos para serem cidadãos de corpo inteiro", refere.

"É na garantia dos direitos sociais" como "direitos universais" que está a solução, aponta. 

João Oliveira atira ainda farpas ao Chega, defendo que o partido insulta os outros com recurso a "expressões racistas e xenófobas". 

"Quando ouvimos o Chega falar de liberdade de expressão é uma apropriação de discurso porque o que fazem é ofender essa liberdade de expressão", acusa. 

"Acho extraordinário PCP vir com discurso sobre liberdade e democracia", responde o cabeça de lista do Chega. 

"Há sempre teorias interessantes que o Tânger Corrêa traz"

Carmen Guilherme | há 1 mês

"Há sempre teorias interessantes que o Tânger Corrêa traz para a discussão. Esta das minorias é uma delas", ironiza Cotrim Figueiredo, referindo que irá para casa "pensar" no tema. 

"Se admitirmos direito de limitar discurso por desinformação, estamos a abrir o caminho do ministério da verdade", refere, falando sobre a desinformação, admitindo que se poderá criar um problema "ainda maior". 

O liberal diz que "devemos apostar no discurso aberto sobre a desinformação", no fact-checking e na tecnologia. 
 

"Tem de haver uma linha vermelha no discurso de ódio", diz PAN

Carmen Guilherme | há 1 mês

"Temos que investir em inovação e tecnologia", defende Pedro Fidalgo Marques, após ser questionado sobre a regulação da desinformação da UE. O cabeça de lista do PAN aponta assim a importância de combater a desinformação e aponta o dedo à extrema-direita.

"A cibersegurança muitas vezes é esquecida", diz. "Tem de haver uma linha vermelha no discurso de ódio porque o discurso de ódio mata", aponta.

Tânger Corrêa toma a palavra para dizer que a "liberdade de expressão não pode ter limites" e defende que as acusações apontadas ao Chega também são "discurso de ódio". 

"As minorias estão a tomar conta do discurso político", afirma, defendendo que isso o Chega "não pode aceitar". 

"Respeitamos as minorias, desde que as minorias sejam minorias", atira, criticando "as ideologias de género e os wokismos". 

 

"Trabalhei para a UE mais do que uma vez", responde Tânger Corrêa

Carmen Guilherme | há 1 mês

Em resposta a Pedro Fidalgo Marques, do PAN, que o acusou de ser anti-europeísta, Tânger Corrêa, do Chega, atira: "Eu trabalhei para a União Europeia mais do que uma vez" e negociou "tratados importantes". 

Tânger Corrêa considera que há "má interpretação" e que o Chega é acusado de "dizer coisas" que não diz.  
 

"Precisamos de reter os melhores europeus", diz IL

Carmen Guilherme | há 1 mês

"Precisamos de reter os melhores europeus", afirma João Cotrim Figueiredo, considerando que a saída de jovens de Portugal "vai acontecer na Europa". 

Assim, o liberal diz que é necessário fazer escolhas do ponto de vista financeiro, mas recusa um regresso à austeridade.

"O Pacto de Estabilidade está transformado num pacto de austeridade", acusa João Oliveira. "Já pouco se distingue dos tempos da troika", critica o comunista. 

 

"Quanto mais atrasarmos transição climática, maiores prejuízos"

Carmen Guilherme | há 1 mês

Pedro Fidalgo Marques, do PAN, é agora questionado sobre o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2040 e o investimento necessário para que esse objetivo seja cumprido.

"Há 300 mil milhões que estão a ser mal direcionados" para a indústria dos combustíveis, aponta. 

"Quanto mais atrasarmos a transição climática, maiores prejuízos vão existir", refere, defendendo ainda que serão as "famílias mais pobres a sofrer". 

Assim, explica que a transição climática deve acontecer com investimento nas energias renováveis.

O cabeça de lista do PAN aproveita ainda para dizer que na mesa há "dois partidos" "europeístas" e dois anti-europeístas, numa referência à CDU e Chega.

CDU defende "defesa dos setores produtivos"

Carmen Guilherme | há 1 mês

João Oliveira, da CDU, toma agora a palavra para defender a necessidade de garantir a "defesa dos setores produtivos", mas em que seja criadas "condições" adaptadas à realidade de cada país.

"É preciso encontrar mecanismos que permitam aos países libertar todo o seu potencial produtivo", afirma, referindo que as capacidades dos países são muito diferentes.

"Só com uma aposta decisiva na indústria somos capazes de garantir uma economia capaz de enfrentar os desafios do futuro", defende. "A única forma de a UE competir [com países como os EUA] é encontrar formas de conseguir ganhos de escala", defende ainda. 
 

 

"Nós não somos a favor de transferir mais competências para Bruxelas"

Carmen Guilherme | há 1 mês

Fala agora Tânger Corrêa, do Chega, que se mostra contra a competência dos Estados para Bruxelas de forma a aumentar esta competitividade. 

"Nós não somos a favor de transferir mais competências para Bruxelas", disse, defendendo que o Chega defende um "maior entendimento", mas "não um entendimento forçado".

O cabeça de lista do Chega considera que não se pode olhar apenas para o "aspeto económico das empresas, mas também para a valorização das pessoas que nelas trabalham".

"A Europa está a ficar para trás"

Carmen Guilherme | há 1 mês

João Cotrim Figueiredo, da IL, abre o debate, defendendo que a "Europa está a ficar para trás e as pessoas não têm dimensão deste atraso" e que é necessário recuperar competitividade.

"Tirámos os olhos da bola. Deixámos de ter a paz assegurada", deixámos de ter as liberdade suficientemente defendidas e deixámos de ser prósperos", apontou, referindo que os momentos em que a Europa mais cresceu foram aqueles em que "mais se integrou".

Início de cobertura

Carmen Guilherme | há 1 mês

Boa noite! Iniciamos aqui a cobertura AO MINUTO do quarto debate televisivo para as eleições Europeias. 

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