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Madeira. CDU acusa Executivo de relegar as injustiças sociais

A CDU acusou hoje o Governo Regional da Madeira (PSD/CDS-PP) de relegar as injustiças sociais para as notas de rodapé da intervenção política, afirmando-se como a alternativa na batalha pela justiça social.

Madeira. CDU acusa Executivo de relegar as injustiças sociais
Notícias ao Minuto

17:00 - 19/05/24 por Lusa

Política Eleições/Madeira

"A batalha pela justiça social e a luta pelo combate às desigualdades tem que ser colocada no topo da agenda política", disse à Lusa o cabeça da lista da coligação PCP/PEV, Edgar Silva, acusando os partidos dos executivos do arquipélago e do continente de fazerem com que estas "sejam questões relegadas para notas de rodapé da intervenção política".

Em dia de campanha em Santa Cruz, o candidato -- que foi eleito no ano passado, mas cedeu o lugar ao número dois da lista - atribuiu "particular relevância" a este combate na Madeira, "a região que tem as mais acentuadas injustiças sociais e onde a desigualdade social é maior e mais acentuada".

"Os salários são os mais baixos de todo o país, as reformas são as mais baixas em todo o país", exemplificou Edgar Silva no âmbito de uma ação de campanha direcionada para o apelo ao voto na coligação.

"Por cada voto a mais na CDU, melhores condições estão criadas para que o combate às injustiças e combate às desigualdades sociais sejam, na Região Autónoma da Madeira, colocadas no topo da agenda política e tenham a prioridade que não têm tido na intervenção política, na intervenção parlamentar, na negativa resolutiva, sobretudo no agir sobre aqueles que são os nexos causais destes problemas", acrescentou.

Na ação da rua, a CDU apelou ao voto da população para que a sua "força reivindicativa se torne mais operativa", numa altura em que "o problema da injustiça social está mais agravado pelas dificuldades de acesso à habitação", já que "o arrendamento passou a ser um privilégio só de quem tem muito dinheiro".

Estas desigualdades, sublinhou o também coordenador comunista no arquipélago, "refletem-se depois no acesso a bens e serviços, aos cuidados de saúde, à educação e à cultura".

"Se a CDU é importante na hora de lutar, também é importante ser reconhecida da hora de votar", afirmou.

A CDU, que conta com um único eleito no parlamento regional e pretende reforçar a sua representação, vai disputar a votação com outras 13 candidaturas que querem conquistar os 47 lugares no parlamento regional.

Ao círculo eleitoral único concorrem também ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem no dia 26 de maio, oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11 eleitos, o JPP cinco, o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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