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É "injustiça muito grande" Madeira ter os "salários mais baixos do país"

O cabeça de lista da CDU às eleições antecipadas na Madeira classificou hoje como "injustiça muito grande" o facto de a região ter os "mais baixos salários do país" e alertou para a defesa dos direitos dos trabalhadores.

É "injustiça muito grande" Madeira ter os "salários mais baixos do país"
Notícias ao Minuto

21:09 - 17/05/24 por Lusa

Política Eleições/Madeira

"Para nós, isto não é uma nota de rodapé. Os direitos dos trabalhadores são um elemento estruturante do projeto político que identifica a CDU e nós dizemos que a CDU é a única candidatura, é o único voto, que assegura que os direitos dos trabalhadores estarão na iniciativa parlamentar", disse Edgar Silva.

O cabeça de lista falava no âmbito de um encontro com dirigentes e ativistas sindicais, no Funchal, uma iniciativa que encerrou o sexto dia de campanha da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e PEV.

"É um compromisso nosso fazer com que os problemas do mundo do trabalho e os direitos dos trabalhadores estejam no centro da agenda política", disse o candidato, vincando que, "ao longo das últimas legislaturas, só a CDU levou ao parlamento problemas concretos dos trabalhadores e levou propostas legislativas concretas para conquistar direitos", apesar de só ter um deputado.

Edgar Silva, também coordenador da CDU e do Partido Comunista Português na região, identificou a exploração, a precariedade e os baixos salários como os problemas mais graves ao nível laboral no arquipélago.

"No conjunto do país temos esta situação que é, de facto, duma injustiça muito grande, que é termos os mais baixos salários do país", disse, para depois reforçar: "Esta questão dos salários, do combate à precariedade e combate às formas de exploração no mundo do trabalho, para nós, são três questões fundamentais".

O cabeça de lista criticou, por outro lado, a atitude de outros partidos, dizendo que "alguns nem no tempo da campanha eleitoral sequer atendem a esta realidade concreta e vivida pelos trabalhadores", ao passo que, da parte da CDU, tem havido um "contacto direto com os trabalhadores nas empresas e locais de trabalho", sobretudo naqueles "onde a exploração laboral é mais intensificada".

"A chave da questão social é indissociável da questão laboral. Não há abordagem rigorosa [...] das grandes desigualdades e das grandes injustiças se não se considerar centralmente o problema do trabalho, porque as grandes injustiças sociais nesta região não podem ser separadas de uma abordagem séria daqueles que são as causas estruturais da desigualdade e da injustiça", declarou.

As legislativas da Madeira decorrem em 26 de maio com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco, o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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