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Chega diz que PSD e CDS têm condições para governar mas não será "muleta"

O cabeça de lista do Chega às legislativas da Madeira, Miguel Castro, afirmou hoje que os partidos que ganharam as eleições com maioria relativa, PSD e CDS-PP, devem governar, mas garantiu que o seu partido não será "muleta de ninguém".

Chega diz que PSD e CDS têm condições para governar mas não será "muleta"
Notícias ao Minuto

23:40 - 24/09/23 por Lusa

Política Eleições na Madeira

"Da nossa parte há condições [para a coligação PSD/CDS-PP governar], eu acho que há governos que governam com minoria e governam bem", disse, já depois de fechada a contagem dos votos, que determinou a eleição de quatro deputados do Chega ao paramento regional.

"Eu acho que faz todo o sentido que, neste caso, o partido que teve mais votos, que ganhou as eleições, ou os partidos que ganharam as eleições, que governem pela Madeira e pelos madeirenses", reforçou, sublinhando que o partido estará no parlamento a fazer o seu trabalho.

Miguel Castro desafiou, no entanto, o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP e atual chefe do executivo, Miguel Albuquerque, a cumprir o que disse durante a campanha eleitoral, que não formaria governo caso não obtivesse maioria absoluta.

Por outro lado, afirmou que o Chega não estará no parlamento para ser "muleta de ninguém", mas para "defender sempre os interesses dos madeirenses e dos porto-santenses".

Falando num hotel no centro do Funchal, onde a candidatura acompanhou a contagem dos votos, em ambiente de festa sempre crescente, Miguel Castro acusou o cabeça de lista da coligação Somos Madeira (PSD/CDS-PP) de ter feito "chantagem com os madeirenses e porto-santenses" ao afirmar que só governaria com maioria absoluta.

"Miguel Albuquerque, honre o seu compromisso e vá-se embora, porque a Madeira sobrevive sem si", desafiou, considerando que a coligação venceu com maioria relativa, ao eleger 23 deputados, num total de 47 que compõem o parlamento regional.

De acordo com os resultados oficiais provisórios, o Chega obteve 8,88% dos votos, sendo a quarta força política mais votada e conseguiu eleger quatro deputados, quando nas eleições de 2019 tinha reunido apenas 762 votos.

"É um momento de celebração para o nosso partido, especialmente quando recordamos todos os esforços que foram feitos de forma aberta e velada para que não participássemos nesta eleição, a campanha vergonhosa que foi movida contra o Chega e que só teve o seu fim vinte minutos antes de terminar este ato eleitoral", disse Miguel Castro, sublinhando que isso "demonstra bem o incómodo e o receio que certas forças políticas, ditas democráticas, sentem em relação ao nosso partido".

"O resultado obtido hoje confirma que os esforços deles fracassaram", vincou.

O Chega foi alvo de dois recursos que pretendiam inviabilizar a sua candidatura, mas o Tribunal Constitucional indeferiu ambos.

Os dois queixosos (o partido ADN e um militante do Chega) reclamavam que a candidatura não fosse admitida, considerando o acórdão do Tribunal Constitucional n.º 520/2023, que declarou inválida a V Convenção Nacional do Chega.

O cabeça de lista, também líder do Chega na região, disse estar consciente das expectativas que recaem sobre o partido e garantiu que "em nada iremos fugir delas". "Vamos para o parlamento ser a voz dos que não têm voz, vamos ser a voz dos que se sentem traídos por uma política que se vendeu aos grupos de interesse e aos amigos do regime, vamos ser a voz de todos os que trabalham e pagam os seus impostos e vivem cada vez mais na pobreza", declarou.

Miguel Castro sublinhou que os quatro deputados do Chega vão lutar "pela transparência" e "contra a corrupção".

"Sabemos ao que vamos e não temos medo", assegurou, vincando que "por muito que queiram", o partido não se calará.

[Notícia atualizada às 00h52]

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