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Metadados. "Há um lado fundamentalista da idade da pedra"

Para além do assunto dos metadados, a socialista falou ainda acerca da evolução da Covid-19, da falta de professores e médicos de família, e também dos critérios que o ministério da Saúde estava a considerar implementar na avaliação destes últimos profissionais.

Metadados. "Há um lado fundamentalista da idade da pedra"

Durante o seu comentário habitual na SIC Notícias, Ana Gomes falou sobre alguns dos temas que ocuparam a agenda mediática desta semana, entre os quais a lei dos metadados, os médicos de família - e o critério que um grupo de trabalho queria introduzir na sua avaliação -, a Covid-19 e a falta de professores.

A socialista criticou os mais recentes acontecimentos que envolvem a lei dos metadados, depois de o Tribunal Constitucional recusar a apreciação do recurso da Procuradoria-Geral da República. “O que é muito incongruente é que aparentemente as operadoras podem guardar esses dados para fins comerciais (...) - e para esse efeito não há problemas -, mas, se esses dados forem fornecidos para uma investigação judicial - que é obviamente controlada e ordenada por um juiz -, já poderão estar em causa os direitos dos cidadãos porque os cidadãos não sabem que estão a ser investigados”, desaprovou a socialista.

“Há um lado fundamentalista da idade da pedra”, disse.

Ana Gomes considerou ainda que esta situação deveria ter sido evitada pela PGR, pelo Governo ou pela Assembleia da República, por forma a “não chegarmos a esta situação que o Tribunal Constitucional emitiu um acórdão que tem um efeito arrasador” nas investigações criminais.

Em relação à falta de funcionários públicos nas áreas da Saúde e da Educação, Ana Gomes relembrou a importância desta questão, que já “vem de trás”. “Se não tivermos profissionais suficientes, são as funções do estado na proteção de serviços nestas áreas que estão comprometidas”, sublinhou, acrescentando que há, neste momento, 28 mil alunos do secundário com falta de professores.

Quanto à área da Saúde, a socialista relembrou as “promessas” de António Costa, que, desde 2016 tem vindo a considerar a questão da falta médicos de família como uma “proposta fundamental” a resolver. 

São as funções essenciais do Estado na proteção de serviços nestas áreas que estão comprometidas se não tivermos profissionais suficientes. “Se não resolvermos esta questão, estamos a dar argumentos e votos àqueles que são contra o sistema democrático, nomeadamente, os populistas”, acrescentou.

A ex-eurodeputada apontou ainda que quem tem vindo a beneficiar são os privados, tendo em conta que dos “cerca de 500” médicos de família que todos os anos são formados, 30% “vão para fora ou para o privado”. “Estamos a gastar dinheiro a formar médicos que depois não aproveitamos”, assinalou.

Ana Gomes considerou ainda “triplamente chocante” o critério que o ministério da Saúde estava a ponderar introduzir na avaliação aos médicos de família. “No fundo, uma maneira de penalizar os médicos de família, penalizar as mulheres - e discriminadamente, sublinhou, notando que em relação às doenças sexualmente transmissíveis só as mulheres eram consideradas. “Ainda mais pasmei quando vi a ministra a defender isto no Parlamento”, criticou.

Ainda na área da Saúde, ex-candidata presidencial notou que, perante os números mais recentes da evolução da pandemia, “confiar apenas na responsabilidade individual não chega”. “Seria o tempo de voltar ao testes rápidos e gratuitos nas farmácias”, defendeu.

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