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"Um mau resultado era o PS deixar de ter a maioria das Câmaras"

António Costa, secretário-geral do PS, já chegou ao Largo do Rato, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, mostrou-se confiante na vitória do partido, colocando a fasquia nos resultados das autárquicas de 2013 e de 2017. Nesse sentido, um bom resultado será o PS continuar a ter a maioria das Câmaras e das freguesias do país.

"Um mau resultado era o PS deixar de ter a maioria das Câmaras"

À chegada ao Lardo do Rato, em Lisboa, António Costa comentou a afluência de 42,34% às urnas até às 16 horas (baixou face às anteriores autárquicas), preferindo destacar que "provavelmente ainda há muita gente que vai votar" até às 20h. "Vamos aguardar pelo resultado final", disse, frisando que a diferença não é, apesar de tudo, "assim tão grande" relativamente há quatro anos.

Questionado pelos jornalistas sobre o desfecho da noite eleitoral, António Costa atirou: "Um mau resultado para o PS era deixarmos de ser o partido a ter a maioria das Câmaras e das freguesias. É  essa a meta que sempre fixámos: continuarmos a ser o maior partido autárquico português como temos sido".

Sublinhando que em eleições autárquicas, em que se disputam 308 municípios e mais de quatro mil freguesias, "é natural" que se ganhem umas câmaras e se percam outras, o secretário-geral do PS afirmou que o critério "razoável" definido para apurar um vencedor neste sufrágio é o seguinte: "Ganha as eleições autárquicas o partido que tem maior número de câmaras e o maior número de freguesias".

"Esse é o critério, depois, a partir daí é sempre difícil fazer comparações", assinalou, lembrando que o PSD tem "muitíssimas mais coligações do que o PS" e que, portanto, o PS vai ser "seguramente o partido mais votado" porque os social-democratas vão ter que repartir parte da votação - "por muito pouco que seja" - pelos seus parceiros. 

António Costa disse ainda que "não tem preocupações" de conquistar câmaras ao PSD e/ou ao PCP. "Cada eleição é uma eleição", disse. 

Perante a insistência dos jornalistas, o líder do PS e também primeiro-ministro declarou que "um bom resultado seria repetir os resultados de 2013 e 2017", ou seja, "ser o maior partido autárquico quer em Câmaras quer em Juntas de Freguesia". António Costa destacou também que se o PS obtiver esses resultados novamente -"como é provável" - , "creio que será a primeira vez que um partido ganha três vezes consecutivamente eleições autárquicas".  

A votação nas urnas decorre este ano entre as 08:00 e as 20:00 locais (quando as mesas de voto fecharem nos Açores, serão 21:00 no restante território português).

Segundo dados da Secretaria-Geral do MAI, mais de 9,3 milhões de eleitores podem participar hoje na eleição do presidente da câmara, presidente da Assembleia da Assembleia Municipal e do executivo da Junta de Freguesia.

A estas eleições autárquicas apresentaram-se mais de duas dezenas de partidos e mais de 60 grupos de cidadãos.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) estima que tenham sido apresentadas, no total, cerca de 12.370 listas candidatas, das quais cerca de 1.035 são de grupos de cidadãos eleitores.

Serão eleitos os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal dos 308 municípios do país e os 3.091 presidentes e executivos das Juntas de Freguesia (na ilha do Corvo, nos Açores, o concelho com menos eleitores, o executivo municipal desempenha também as competências atribuídas à freguesia).

Leia Também: Autárquicas AO MINUTO: Apelos à parte, afluência é mais baixa de sempre

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