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Medina fez "exercício de passa culpas". "Não é aceitável que ataque PSP"

Candidato à Câmara de Lisboa Carlos Moedas acusa o atual autarca de fazer um "exercício de passa culpas" para a PSP sobre o que falhou na festa do título do Sporting.

Medina fez "exercício de passa culpas". "Não é aceitável que ataque PSP"

O candidato à Câmara de Lisboa Carlos Moedas (PSD) reagiu às declarações de Fernando Medina sobre a organização dos festejos do Sporting, criticando o "exercício de passa culpas" do autarca.

Numa nota enviada às redações, Moedas fala numa "cultura política de irresponsabilidade", depois de o presidente da Câmara de Lisboa ter garantido desconhecer que a PSP tenha emitido um parecer negativo à festa que se realizou junto ao estádio de Alvalade.

"Não é aceitável que Fernando Medina venha atacar a PSP depois desta ter proposto um plano alternativo", aponta. "Ao afirmar que não teve conhecimento do parecer da PSP, Fernando Medina ou está a faltar à verdade ou então revela incompetência e ausência de liderança".

O social-democrata, que encabeça a coligação Novos Tempos à autarquia lisboeta, acusa ainda Medina de "leveza excessiva" na preparação da festa do título.  

"Em todo o caso, o que parece estar claro é que a concentração de centenas de milhares de adeptos resulta da leveza excessiva de Fernando Medina na preparação da festa do título do Sporting. Algo que o próprio tinha garantido que não aconteceria", refere.

Carlos Moedas garante que, ao contrário de Fernando Medina, assume as suas responsabilidades, lembrando que "liderar é aceitar a responsabilidade, liderar é assumir erros, liderar é transparência e não opacidade".

"As declarações de Fernando Medina demonstram um sentimento de impunidade, de irresponsabilidade e de desrespeito pelo trabalho da PSP", acrescenta, acusando ainda o autarca de promover afastar os políticos das pessoas.

Recorde-se que, mesmo antes das declarações do presidente da Câmara ontem à tarde, garantindo desconhecer que a PSP tenha emitido um parecer negativo à festa que se realizou junto ao estádio de Alvalade, Moedas já tinha acusado Medina de ter falhado na organização.

Durante os festejos, milhares de pessoas concentraram-se junto ao estádio, quebrando todas as regras do estado de calamidade em que o país se encontra devido à pandemia de Covid-19, em que não são permitidas mais de dez pessoas na via pública, nem o consumo de bebidas alcoólicas na rua. A maioria dos adeptos não cumpriu também com as regras de saúde pública ao não respeitar o distanciamento social, nem o uso obrigatório de máscara.

A PSP anunciou que deteve três pessoas, identificou outras 30 e apreendeu 63 engenhos pirotécnicos durante os festejos do Sporting como campeão nacional de futebol.

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