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PSD E CDU do Porto contra metrobus na Boavista

PSD e CDU contestaram hoje o plano do metrobus Império - Boavista, no Porto, cujo projeto vai ser alvo de concurso em maio, questionando os impactos decorrentes do abandono da Linha do Campo Alegre.

PSD E CDU do Porto contra metrobus na Boavista
Notícias ao Minuto

19:11 - 19/04/21 por Lusa

Política Metro do Porto

"Somos agora surpreendidos com a decisão, já tomada, de que não há linha do Campo Alegre, nem formato BRT [Bus Rapid Transit], nem formato metro, o que levanta a questão do que vai acontecer àquela zona em termos de mobilidade. Já é uma zona complicada a nível de congestionamento", observou o vereador do PSD, Álvaro Almeida, na reunião do executivo de hoje.

O presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, apresentou, no período antes da ordem do dia, os projetos de expansão da rede de metro para década, tendo adiantado que o concurso para elaboração do projeto para o metrobus Império - Boavista vai ser lançado a 21 de maio.

Mesmo numa lógica de pontos-chave, o social-democrata considera "incompreensível" que a linha na Boavista não passe na Fonte da Moura, "crucial do ponto de vista do serviço" e para onde está projetado um parque estacionamento, precisamente devido à procura.

"E o que vai acontecer à Marechal Gomes da Costa? Vamos destruir a Avenida? Vamos tirar aquelas árvores? São tudo questões que gostava de ver explicadas. Para quem está preocupado com a cidade e não com o número de validações, tudo isto levanta muitas questões", questionou, criticando a ausência de discussão pública destes projetos em sede de executivo municipal.

Álvaro Almeida lembrou ainda que, quando foi aprovado "há uns meses" o projeto municipal de habitação acessível de Lordelo do Ouro, para onde está prevista a construção de 300 fogos, já tinha alertado para a necessidade de ponderar os impactos na mobilidade.

"Penso que o Sr. presidente terá dito que esse projeto só faz sentido se tivermos soluções de mobilidade, e penso que falou na linha do Campo Alegre. Aquele projeto só fazia sentido com a linha do Campo Alegre. Sem isso, teria o problema de ter mais mil e tal pessoas numa zona em que já há congestionamento", disse.

Ilda Figueiredo, da CDU, disse não compreender porque não há continuação do Campo Alegre, quando em causa está uma zona de muitos bairros que "já hoje concentra cerca de 10 mil pessoas".

"Não entendo porque é que essa população fica de fora destes projetos, como não entendo como é que não prolonga até à Foz todo este trabalho", disse, lamentando que estas questões não tenham sido debatidas.

Pelo PS, Manuel Pizarro manifestou estranheza com as afirmações de PSD e da CDU de nunca terem ouvido falar de alguns dos projetos, sublinhando que o que foi apresentado pela Metro do Porto hoje está em debate público há uma década.

Quanto à linha de BTR na Boavista, Pizarro reconhece, contudo, que, de uma perspetiva de senso comum, também desejaria que a linha usasse o canal Campo Alegre e não o da Boavista, com níveis de procura mais ou menos similares.

"Talvez houvesse um maior reequilíbrio social se esse canal fosse pela zona onde há mais bairros de habitação pública e população com dificuldade de acesso a meios alternativos de mobilidade. Simplesmente depois é preciso perceber os constrangimentos. É exequível passar ali? Provavelmente os prejuízos ultrapassam os benefícios", disse.

Em respostas às críticas, o presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, lembrou que algumas das obras estavam previstas já desde o tempo do PSD, que depois desistiu delas.

"Sabe o que foi uma nódoa, foi andarem a dizer que iam fazer uma linha na Boavista para carrinhos de choque, e nós tivemos de pagar", disse, em resposta ao vereador do PSD, Álvaro Almeida, que insistiu que o que estava decidido era a linha do Campo Alegre, não a da Boavista.

"Foi discutido e rejeitado para a Boavista. O Sr. Presidente fez campanha contra essa linha, o meu ponto é que não havia decisão. A linha do Campo Alegre vai ser a nódoa da sua governação", declarou o social-democrata.

Rui Moreira disse ainda que fazer uma linha como estava pensada para o Campo Alegre era, objetivamente, impossível, mas não excluiu que, no futuro, havendo condições, possa ser feita.

O metrobus (canal dedicado à superfície) da Zona Ocidental do Porto, percurso que sucede à solução inicialmente pensada para o Campo Alegre, vai fazer a parte superior da Avenida da Boavista e a Marechal Gomes da Costa, até à Praça do Império, não estando prevista, nesta fase, a sua continuidade para Matosinhos.

O projeto do metrobus para a Boavista está a ser contestado pelo Núcleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro-Grupo Ecológico (NDMALO-GE), que se mostra preocupado com os impactos ambientais e defende a manutenção da Linha do Campo Alegre.

Leia Também: Concursos para segunda linha de Metro e metrobus no Porto em abril e maio

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