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"Há muita dor de cotovelo de Cavaco sobre a popularidade de Marcelo"

Miguel Sousa Tavares comentou as declarações do antigo Presidente da República Cavaco Silva que, no último fim de semana, afirmou que o país vive uma situação de "democracia amordaçada".

"Há muita dor de cotovelo de Cavaco sobre a popularidade de Marcelo"

Portugal vive "numa situação de democracia amordaçada". A afirmação é de Cavaco Silva, ex-Presidente da República, ex-primeiro-ministro e ex-líder do PSD.

Miguel Sousa Tavares considerou, na antena da TVI, que o "recado" de Cavaco Silva tinha como destinatário António Costa, mas não só.

"Se a democracia está amordaçada, quer dizer que as instituições democráticas não funcionam. E zelar pelo funcionamento das instituições democráticas é o primeiro dever de um Presidente da República", analisou o jornalista, concluindo que há, nas palavras de Cavaco, "uma crítica implícita" ao desempenho de Marcelo enquanto chefe de Estado.

No entender de Miguel Sousa Tavares, não faz sentido falar em "mordaça". "Aqui há muita dor de cotovelo do ex-Presidente Cavaco para o atual Presidente Marcelo e para a sua popularidade", sinaliza, recordando a "votação notável" do Presidente para o segundo mandato.

"Acho que Cavaco Silva tem inveja da popularidade de Marcelo", resumiu o jornalista, reconhecendo que o atual Presidente conseguiu "dessacralizar a função presidencial", assim como "normalizar as relações institucionais com o Governo e com a Assembleia da República".

Neste ponto, o jornalista entende que, sendo Marcelo professor de direito constitucional, "seria normal que usasse o veto por razões constitucionais" ou enviasse diplomas para o Tribunal Constitucional e "só o fez duas vezes". Marcelo "recusou sempre o veto político, aproximou-se dos portugueses, descrispou o ambiente político". Ou seja, "tudo aquilo a que estávamos habituados a ver durante os mandatos de Cavaco Silva, Marcelo fez ao contrário", constata Miguel Sousa Tavares.

O ex-Presidente da República Cavaco Silva afirmou no último sábado que Portugal vive "numa situação de democracia amordaçada" e considerou que causam "vergonha" os números recentes da pandemia, que colocaram o país como "recordista" de mortes por milhão de habitantes.

"É surpreendente a frequência com que ouvimos e lemos notícias que nos deixam com uma certa ideia de que o país se encontra numa situação de democracia amordaçada", criticou Cavaco Silva, numa participação, por videoconferência, na Academia de Formação Política das Mulheres Sociais-Democratas.

Reagindo às declarações do antigo chefe de Estado, o PS considerou ser sempre "tempo oportuno para um ato de contrição" e "enternecedor" o modo como Cavaco Silva agora vê o poder políticojá que, quando era primeiro-ministro, pedia que o deixassem governar sem forças de bloqueio.

Vital Moreira comentou, no blogue Causa Nossa, que "Cavaco Silva veio exprimir a impaciência que cresce nas profundezas do PSD aumentando a pressão sobre Rio" e que a denúncia sobre a democracia estar "amordaçada", "além de manifestamente despropositada, é simplesmente ilegítima".

Leia Também: "Portugal amordaçado"? Jerónimo responde: "Cavaco Silva está velho"

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