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Presidenciais: Idosos em lares já começaram a votar

Os votos dos idosos residentes em lares começaram hoje a ser recolhidos por todo o país e num lar em Lisboa 58 eleitores estavam ansiosos por preencher os boletins com a sua escolha na corrida a Belém.

Presidenciais: Idosos em lares já começaram a votar
Notícias ao Minuto

14:19 - 19/01/21 por Lusa

Política Eleições

Diz o provérbio que "se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha", mas nas eleições presidenciais deste ano foi ao contrário e, em plena pandemia da covid-19, se os eleitores não podem ir às urnas, vão as urnas aos eleitores.

Na residência Casas da Cidade, em Lisboa, são 58 os idosos que fazem hoje a sua escolha entre os sete candidatos a Belém sem precisarem de sair à rua e, de acordo com a diretora técnica da unidade residencial, estavam ansiosos.  

"Eles estão a falar nisto para aí há dois meses", recordou Teresa Esquivel, sublinhando a importância da medida.

"Para nós foi muito importante e para eles também. São umas idades em que fazem questão de votar e de poderem contribuir com o voto deles, e fizeram imensa força para que isso acontecesse", relatou.

Devido à pandemia da covid-19, os idosos em lares e as pessoas em confinamento obrigatório puderam inscrever-se para votar antes do dia 24 e diretamente das suas residências, com as autarquias a organizarem equipas para recolher, porta a porta, os boletins.

Se assim não fosse, estas teriam sido as primeiras eleições em que Adelaide Névoa, 86 anos, não exerceria o seu direito ao voto.

"Sempre votei. Inclusivamente, fiz parte de uma mesa de voto quando foi da Assembleia Constituinte [as primeiras eleições livres por sufrágio universal, em 25 de abril de 1975]. Desde o princípio, até hoje. Sempre votei e gostava muito de votar", contou a residente das Casas da Cidade.

Quando entrou na ampla sala onde foi instalada a mesa de voto, Adelaide Névoa ainda levava na mão o antigo cartão de eleitor, como sempre fazia.

"Hoje não é preciso, dona Adelaide. Vai já votar antecipadamente aqui no lar, em vez de ir à sua freguesia no dia das eleições", explicava-lhe uma das técnicas do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa.

Sem pressas, colocou a cruz no quadrado do seu candidato favorito, dobrou o boletim com cuidado, colocou-o num envelope e, já fechado, entregou-o às técnicas, devidamente equipadas, que o guardaram num segundo envelope azul selado.

Num sítio diferente do habitual, com mais passos do que o habitual, e antes da data habitual, Adelaide Névoa conseguiu votar em mais umas eleições e só o fez porque a Câmara Municipal de Lisboa levou a "montanha" a "Maomé". Se tivesse de ir ao local de voto de sempre, não teria votado.

Adelaide Névoa é uma das 988 pessoas do concelho de Lisboa que, no total, pediram para votar antecipadamente, entre utentes de lares e pessoas em confinamento obrigatório devido à covid-19, segundo o vereador Carlos Castro.

Essas quase mil pessoas vão votar entre hoje e quarta-feira e a recolha de todos esses boletins vai ser feita por 15 equipas de 40 pessoas, coordenadas pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa.

No lar das Casas da Cidade de Lisboa, está uma equipa de duas pessoas. Depois de recolherem os boletins dos 58 utentes que aí se inscreveram, seguem para outro lar.  

"O que temos feito é: sempre que chegamos ao lar, identificamos as circunstâncias do lar e, assim, preparamos o dispositivo para que as pessoas façam a votação com toda a normalidade", explicou o vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

No caso das Casas da Cidade, foram instaladas duas mesas de voto, apesar de só poder entrar uma pessoa de cada vez, na sala que a residência adaptou para realizar as visitas durante a pandemia.  

Em todo o país, são 12.906 pessoas, entre idosos em lares e pessoas em confinamento obrigatório por estarem infetadas com o coronavírus SARS-CoV-2, que vão poder votar sem sair à rua entre hoje e quarta-feira.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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