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Ana Gomes formaliza candidatura "bem acompanhada por muitos socialistas"

Candidata já formalizou a corrida à Presidência da República, com entrega de assinaturas no Tribunal Constitucional.

Ana Gomes formaliza candidatura "bem acompanhada por muitos socialistas"

Ana Gomes formalizou, na tarde desta quarta-feira, dia 23 de dezembro, a sua candidatura à Presidência da República, com entrega "de cerca de 8.300 assinaturas" no Tribunal Constitucional.

Em frente ao tribunal, a candidata começou por salientar que se não se tivesse candidatado "não haveria uma alternativa para aqueles que se revêm no socialismo democrático, por decisão triste de alguns dirigentes" do PS, "que incentivaram alguns socialistas a votar num candidato de direita".

Apesar disso, a socialista garantiu que, por todo o país, sentiu-se "bem acompanhada por muitos socialistas, naturalmente, além dos independentes e dos simpatizantes do PAN e do Livre".

Ladeada pela sua mandatária nacional, a filha dos fundadores do PS Mário Soares e Maria Barroso, Isabel Soares, a candidata sublinhou tratar-se de "uma grande honra e prazer" gozar do apoio de "uma grande mulher e educadora".

"Socialista, de esquerda!", fez questão de vincar também a diretora do Colégio Moderno.

Questionada sobre a relação institucional entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, Ana Gomes apenas disse que "os portuguesas e as portuguesas veem que há demasiado encosto, onde deveria haver respeito pela separação de poderes".

"E, por vezes, há não só oposição como, inclusivamente, costas voltadas e até tapete retirado, sobretudo da parte do Presidente da República em relação ao Governo", argumentou ainda sobre o mesmo assunto.

Já sobre o orçamento da sua candidatura ao Palácio de Belém, a candidata presidencial anunciou que este ronda os 50 mil euros, sublinhando haver um limite de até 100 euros por contribuinte individual.

"Apresentámos um orçamento baixo, mas realista. Somos a única campanha - de que eu tenha conhecimento - que, ao contrário do previsto na lei - que permite contribuições individuais até 26 mil euros -, a minha tem um limite de até 100 euros por pessoa", afirmou a antiga eurodeputada.

Segundo a antiga dirigente socialista, "tudo será rigorosamente controlado através de uma referência multibanco".

"Apelo aos outros candidatos que façam o mesmo e moralizem o financiamento da campanha", concluiu, adiantando que não vai ter cartazes de propaganda nas ruas.

Recorde-se que o PS decidiu que a orientação para estas eleições presidenciais será a liberdade de voto, sem indicação de candidato preferencial. Contudo, Ana Gomes já recebeu apoio público de figuras como o histórico Manuel Alegre, o antigo eurodeputado Francisco Assis, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, ou o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Leia Também: Muitos socialistas apoiam Marcelo? "Problema não é meu, é do próprio PS"

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