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BE diz que OE "é de rotina", mas assume compromisso em caso de mudança

A deputada bloquista Mariana Mortágua considerou esta terça-feira que o Orçamento do Estado para 2021 "é de rotina", "não basta" e "falha onde Portugal não pode falhar", mas assumiu um compromisso caso o documento responda às necessidades apontadas pelo BE.

BE diz que OE "é de rotina", mas assume compromisso em caso de mudança
Notícias ao Minuto

19:43 - 27/10/20 por Lusa

Política OE2021

Durante uma intervenção, desde a tribuna do parlamento, durante o primeiro dia de debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), Mariana Mortágua recordou que os bloquistas, "na emergência e no orçamento suplementar", aceitaram e apoiaram "tudo o que o Governo considerou essencial para a sua intervenção emergencial", referindo que "nenhuma outra bancada procedeu desta forma".

"É verdade que este orçamento não faz cortes e que representa uma continuidade na estratégia orçamental do Governo. Quando olhamos para os exercícios orçamentais anteriores, confirmamos que é um orçamento de rotina. Mas não é de rotina que precisamos em tempo de crise e por isso este orçamento está condenado a ser ultrapassado pelas dificuldades", avisou.

De acordo com a deputada bloquista, "este orçamento não basta, falha onde Portugal não pode falhar e não olha para a realidade". c O documento "falha e não pode falhar", argumentou.

"Gosto de ouvir todos falarem em responsabilidade e bom senso enquanto nos pedem que enterremos a cabeça na areia, como o avestruz, fingindo não ouvir, não querer ver, não entender nada. Não o faremos, porque temos o mandato de não deixar ninguém para trás", apontou.

No entanto, Mariana Mortágua deixou um compromisso: "se houver o bom senso de reforçar o SNS, se houver a razoabilidade de proteger quem está aflito no desemprego e na miséria, se houver o bom senso de protegermos o Estado da pilhagem financeira, então teremos com certeza um bom orçamento para 2021".

"Na saúde, como nos apoios sociais, não há remendos que estanquem a urgência de medidas fortes e estruturais. Se pensa que com a rotina, uns arranjos provisórios e alguns anúncios consegue conduzir Portugal na resposta à crise, o Governo engana-se", explicou.

A deputada e dirigente do BE foi mais longe: "a nossa crise não é política. O Governo não cai nem se levanta. A nossa crise é que, se não reforçamos o SNS, caímos todos. A nossa crise é que, se não cuidamos de travar a segunda vaga de despedimentos, todos sofremos".

Por isso, e acordo com Mariana Mortágua, O BE apresentou e vai agora insistir na especialidade em "propostas estruturais para a saúde, para o emprego, para a segurança do povo, para a banca".

No pedido de esclarecimento, Sónia Fertuzinhos defendeu que "uma imagem vale por mil palavras".

"A imagem do BE para o país é só uma: o BE vai levantar-se sozinho ao lado de toda a direita do parlamento para votar contra uma proposta do orçamento que ninguém consegue negar que reforça o papel do estrado social na resposta à crise e à pandemia", atirou.

Na resposta, a deputada bloquista assegurou que "o BE está empenhado em dar uma resposta consistente à crise" que se preocupa pouco com as imagens, mas sim com as respostas efetivas do orçamento.

"Se o PS quer um orçamento à esquerda, comprometa-se com medidas de esquerda, com propostas apresentadas à esquerda", desafiou Mortágua.

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