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Julho com mais mortes? CDS pede explicações sobre retoma nos cuidados

A deputada Ana Rita Bessa quer saber "a que se deve o atraso na retoma plena da atividade" dos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar no país.

Julho com mais mortes? CDS pede explicações sobre retoma nos cuidados

Na sequência da notícia de que o último mês foi o julho com mais mortes nos últimos 12 anos (e que só 1,5% se deve à Covid-19), o Grupo Parlamentar do CDS endereçou um  conjunto de perguntas à ministra Marta Temido sobre cuidados de saúde primários e diagnósticos não Covid-19.

O CDS questiona a ministra sobre como estão os Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar (USF) a responder às necessidades dos cidadãos sem suspeita e/ou diagnóstico Covid-19, pedindo um ponto de situação. 

Por Administração Regional de Saúde, o partido quer saber: "Quantos Centros de Saúde e USD já reabriram e estão a funcionar em pleno; Quantos ainda estão apenas com consultas por telefone e quando retomarão a atividade por completo; Quantas Extensões estão encerradas e quando reabrirão? E a que se deve o atraso na retoma plena da atividade nos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar?".

Ana Rita Bessa interroga, em nome do CDS, se é verdade que estas unidades têm falta de recursos e condições para dar respostas a todas as solicitações exigidas pela realidade atual e, se em geral, "há uma falta gritante de material básico, como pensos e compressas" . 

Quanto à Oncologia, o CDS quer saber quantos diagnósticos se deixaram de fazer em relação a período homólogo, em que regiões do país é que esta redução é maior e em que hospitais.

"De que modo se está a dar resposta, no geral, à realização de meios auxiliares de diagnóstico suspenso durante o confinamento?", pode ler-se no documento, em que os centristas perguntam também sobre quando vão estar regularizadas as listas de espera para cirurgias e exames complementares. 

Os deputados centristas querem, por fim, saber se as consultas de doenças crónicas estão a ser feitas em tempo útil em todo o país, nomeadamente no interior, onde a população é mais envelhecida, com menos meios e com menos mobilidade. 

De acordo com o jornal Público, no mês passado morreram em Portugal 10.390 pessoas, o valor mais alto registado nos meses de julho em 12 anos. Morreram mais 2.137 pessoas do que em igual período do ano anterior, um crescimento a rondar os 26%, sendo que Covid-19 explica apenas 1,5% dos óbitos registados no mês passado

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