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Líder do CDS sublinha "entendimento tácito" entre PS e PSD na governação

O líder do CDS afirmou hoje que há "um bloco cada vez mais homogéneo de opiniões e visões" para o país, aludindo a um "entendimento tácito" entre PS e PSD em várias matérias da governação.

Líder do CDS sublinha "entendimento tácito" entre PS e PSD na governação
Notícias ao Minuto

16:40 - 06/07/20 por Lusa

Política CDS

Em Braga, à margem de uma iniciativa sobre o acesso ao ensino superior, Francisco Rodrigues dos Santos acrescentou que, apesar de o primeiro-ministro dizer que não há bloco central em Portugal, os sinais que vai percecionando apontam em sentido contrário.

"À mulher de César não basta ser, é necessário parecer. E a perceção que se cria é que há um entendimento tácito, que vai ganhando forma em várias dimensões e matérias da governação", referiu.

O presidente do CDS apontou, designadamente, o Orçamento Suplementar, a posição do líder do PSD sobre os debates quinzenais e a audição parlamentar ao ex-ministro das Finanças Mário Centeno, indicado para governador do Banco de Portugal.

Para Rodrigues dos Santos, estes são "episódios que indiciam um acordo informal sobre um conjunto de dossiês em que se esperava que um partido da oposição fosse mais ativo na fiscalização da ação do Governo".

"Há uma grande diferença entre liderar o maior partido da oposição e liderar uma oposição ao PS. Nós [CDS] queremos liderar essa oposição, de forma construtiva, afirmando uma alternativa ao socialismo", disse ainda.

Afirmou que PS e PSD têm tido dificuldades "em diferenciar-se um do outro", dando origem a um "bloco cada vez mais homogéneo de opiniões e visões para o país".

Por isso, acrescentou, o CDS será sempre "a asa direita" do espetro político português, "para dar alternativa democrática a quem não se revê no socialismo, que está cada vez mais parecido com a social-democracia".

Reafirmou que o "parceiro preferencial" do CDS é o PSD.

"Não nos importamos rigorosamente nada que o PSD cresça ao centro e deixe a direita para o CDS. Se assim for, temos certamente pontos de convergência e uma plataforma de entendimento", rematou, apontando já às eleições autárquicas.

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