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"Este modo de funcionamento da Assembleia não faz sentido nenhum"

O presidente do PSD reafirmou que o partido defende que devia decorrer a Comissão Permanente no Parlamento.

"Este modo de funcionamento da Assembleia não faz sentido nenhum"

Após ter abandonado o plenário em pleno debate quinzenal para "dar o exemplo" a todos os deputados sociais-democratas que se encontravam a mais esta terça-feira no Hemiciclo, Rui Rio, em conferência de imprensa, reiterou a sua discordância perante o funcionamento excepcional da Assembleia da República. 

"Este modo de funcionamento não faz sentido nenhum", sublinhou. 

Aos jornalistas, em direto para as televisões, o presidente do PSD argumentou que "este modo de funcionamento dos trabalhos parlamentares. decidido em conferência de líderes" leva a que os deputados apenas entrem na Assembleia da República, assinem e saiam. "O que é justamente aquilo que nós sempre criticamos", declarou, reparando que se os parlamentares "não podem estar no plenário para que é que lá vão? para assinar e sair?"

"Não faz sentido nenhum", vincou esclarecendo ainda que o PSD entende "que o funcionamento da Assembleia da República deve ser feito pela Comissão Permanente". 

Sobre se os deputados iriam ser sancionados, o ex-autarca do Porto recordou que a bancada 'laranja' não era a única com parlamentares a mais e que, a seu ver, não deveriam sofrer qualquer repressão. 

Ainda sobre a sua saída abrupta do Hemiciclo, Rui Rio voltou a justificar-se afirmando que entendeu, naquele momento, que "devia dar o exemplo à minha bancada" e aos portugueses, demonstrando de que as regras de distanciamento social são para cumprir.

Questionado sobre a prestação do Governo minoritário socialista no combate à Covid-19 no país, o dirigente da maior força da oposição destacou que este não é o momento para apontar "falhas". 

"É evidente que haverá medidas com as quais nós concordaremos mais e outras menos. Haverá respostas que o Governo está a dar melhor e outras pior e há evidentemente falhas. Agora, este não é o momento para estar aqui a evidenciar as falhas com uma crítica serrada ao Governo. Neste momento, se queremos vencer o inimigo comum temos de ter sentido de Estado", sustentou lembrando que há críticas que podem ser sempre transmitidas através de contatos pessoais ou telefónicos com os governante.

Recorde-se que a conferência de líderes parlamentares decidiu, na segunda-feira, que o debate quinzenal de terça-feira seria feito apenas com quórum de funcionamento (um quinto dos deputados, 46), e que o plenário voltaria a reunir-se em 1 de abril, podendo renovar o estado de emergência. 

Foi distribuído aos jornalistas um email enviado na segunda-feira aos deputados do PSD pelo gabinete de Rui Rio que indicava quais os 16 deputados que deveriam assegurar esse quórum de funcionamento, e que incluía os membros da direção da bancada, do partido e os representantes na Mesa.

No email enviado à bancada do PSD, os 16 deputados a quem cabia assegurar a presença permanente esta terça-feira no plenário eram: Adão Silva, Afonso Oliveira, André Coelho Lima, Carlos Peixoto, Catarina Rocha Ferreira, Clara Marques Mendes, Duarte Pacheco, Helga Correia, Hugo Carneiro, Isabel Meirelles, Isaura Morais, José SilvanoLina Lopes, Luis Leite Ramos, Ricardo Baptista Leite e Rui Rio, mas estiveram muitos outros quer eleitos pelo círculo de Lisboa, quer de fora da capital.

No entanto, na mensagem enviada aos deputados não se 'proibia' a presença dos restantes, recomendando aos "que não estejam a faltar" que fossem ao plenário "apenas para registar a presença e, de seguida, sair, de molde a contribuir para que no plenário não estejam presentes mais de 46 deputados, garantindo o necessário espaço social".

A mensagem de correio eletrónico referia ainda que "qualquer deputado pode, a qualquer momento, ser chamado ao plenário para substituir qualquer um dos 16 colegas que tenha tido necessidade de se ausentar".

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