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Tensão entre Ferro e bancada do PSD leva Rio a abandonar Hemiciclo

O presidente do partido 'laranja' decidiu "dar o exemplo" em pleno debate quinzenal.

Tensão entre Ferro e bancada do PSD leva Rio a abandonar Hemiciclo

O primeiro debate quinzenal depois de ter sido decretado o estado de emergência, que se realiza durante a tarde desta terça-feira, teve um início conturbado. 

Com um quórum de pouco mais de 50 deputados, a tensão entre o deputado da bancada do PSD, Ricardo Batista Leite, e o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues levou a que o dirigente dos sociais-democratas abandonasse o Parlamento para "dar o exemplo"

Tudo começou quando o parlamentar do PSD afirmou no Hemiciclo que os deputados "não deviam estar ali" e que devia estar a decorrer a comissão permanente. 

"O PSD propôs que o Parlamento continuasse a funcionar sobre uma comissão permanente. O trabalho continuaria e evitáramos colocar todos em risco. Neste caso o senhor presidente e a maioria estão errados", declarou Ricardo Batista Leite.

Perante a acusação, Ferro Rodrigues recordou que o plenário de hoje e todos os que existirem só se realizam por decisão maioritária da conferência de líderes e salientou que, apesar de o que tinha sido estabelecido pelo hemiciclo, o PSD tinha 36 deputados na sala quando só deveria ter 18. "Lamento isso não é responsabilidade do presidente é da vossa bancada", acrescentou. 

Ferro Rodrigues ainda vincou que o Parlamento deve "dar o exemplo pela prevenção e pelo trabalho", referindo "os milhões de portugueses" que trabalham para garantir a saúde e alimentação dos portugueses.

Rui Rio tomou a palavra e saiu em defesa do deputado, admitindo porém que o presidente da Assembleia da República também tinha "razão".

"Vou ser o primeiro a sair para dar exemplo a todos os que estão aqui e não deviam estar", rematou o ex-autarca do Porto, abandonando assim o Parlamento.  

A conferência de líderes parlamentares decidiu, na segunda-feiram que o debate quinzenal de hoje seria feito apenas com quórum de funcionamento (um quinto dos deputados, 46), e que o plenário voltaria a reunir-se em 1 de abril, podendo renovar o estado de emergência.

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