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PSD de Lisboa adverte que Programa de Renda Acessível "não existe"

Os vereadores do PSD na Câmara de Lisboa advertiram hoje que o Programa de Renda Acessível do executivo socialista "não existe", tendo em conta que, dos sete mil fogos prometidos desde 2017, "hoje há zero".

PSD de Lisboa adverte que Programa de Renda Acessível "não existe"
Notícias ao Minuto

17:46 - 05/12/19 por Lusa

Política Habitação

"Passámos uma campanha eleitoral inteira, em 2017, a ouvir falar de sete mil fogos de renda acessível na cidade de Lisboa e até hoje há zero", disse à Lusa a vereadora Teresa Leal Coelho, eleita pelo PSD, mas a quem a concelhia do partido retirou recentemente a confiança política.

A responsável falava durante uma ação do partido na Rua Alvisse Cadomosto, no Restelo, em Lisboa, para onde foi aprovada há cerca de um ano "uma proposta para a concretização de 40 fogos de renda acessível".

Contudo, esta proposta nunca avançou e foi substituída por uma outra que estava prevista ir hoje à reunião do executivo municipal, mas foi adiada.

Em cima da mesa está agora a aprovação de um contrato-promessa de constituição de dois direitos de superfície sobre duas parcelas de terreno municipal, no Restelo, às associações Mansarda e à Adperson's House.

A associação Mansarda pretende fazer residências para artistas "nos momentos em que a vida lhes troca as voltas", incluindo cuidados continuados, áreas de serviços, uma horta biológica e um canil, entre outros.

Por seu lado, a Adperson's House quer criar um projeto denominado "Casa do Publicitário" para assegurar serviços de assistência e responsabilidade social a todos os profissionais do setor.

Fonte municipal disse hoje à Lusa que o presidente da autarquia informou na reunião que o projeto de renda acessível será transferido para um terreno próximo deste.

"Também na rua Eduardo Bairrada estava previsto um programa que iria permitir a construção de, pelo menos, 20 habitações de renda acessível e foi substituído por outro que também não passou do papel. Os projetos que são anunciados acabam por ser revogados sem nenhuma concretização", apontou.

Segundo Teresa Leal Coelho, nas Grandes Opções do Plano de 2018/2021 também foram anunciados três mil fogos de arrendamento acessível, mas até hoje continuam a existir "zero".

"Nós estamos absolutamente de acordo com os programas de renda acessível que são apresentados pela câmara, ou com os anúncios que faz, só que a câmara nunca os concretizou", frisou.

Neste sentido, a vereadora apelou ao executivo socialista, liderado por Fernando Medina (PS), que comece a realizar "os compromissos que tem com o eleitorado".

"O executivo pode aproveitar o próprio programa do PSD e tomar de imediato aquilo que já vem bastante tarde e podia estar concretizado há dois anos: a utilização de todo o património disperso que é propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, reabilitá-lo e colocar no mercado de arrendamento acessível", defendeu.

Segundo o PSD de Lisboa, existem 4.300 famílias em lista espera por habitações de renda acessível.

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