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CDS culpa Governo por "caos" nas bombas e pede soluções a Costa

A líder do CDS-PP responsabilizou hoje o Governo pelo "caos" que se verifica nas bombas de combustível, em resultado da greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, desafiando o primeiro-ministro a garantir "que o problema é resolvido".

CDS culpa Governo por "caos" nas bombas e pede soluções a Costa

"Esta é uma prova de mais um caso de incompetência por parte do Governo. O Governo não sabe governar, não é capaz de prevenir problemas como este e, de repente, toda a gente se surpreende como é que o caos se instala em tão poucas horas no nosso país, por todo o lado", afirmou Assunção Cristas, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa.

Para a líder dos centristas o país está "num caos neste momento", com os automobilistas a acorrerem às bombas de gasolina e "muitas já sem combustível para as pessoas poderem abastecer".

"Perante esta situação, eu pergunto onde está o governo. O CDS, antes do almoço, fez um desafio, um requerimento para que o senhor ministro do Ambiente viesse ao parlamento dar explicações. Esse requerimento foi chumbado pelo PS. À tarde, o senhor ministro pôde responder que nada sabia de novo e que a situação se tinha vindo a alterar. E, portanto, não respondeu às perguntas do CDS", lamentou.

Perante a falta de respostas, Assunção Cristas desafiou o primeiro-ministro "a garantir a todos os portugueses que este caos vai terminar, que todos os serviços mínimos são cumpridos, que as pessoas podem, com tranquilidade, ir para as suas férias de Páscoa, que têm liberdade de circular".

"Amanhã [quarta-feira] temos debate quinzenal, às 10:00, eu espero que o Governo e o senhor primeiro-ministro possa resolver este assunto até lá", sublinhou.

Quanto à requisição civil, a líder do CDS-PP frisou que "cabe ao Governo garantir" que esta é cumprida e que, "no seu papel de moderação, há um espaço negocial para resolver os problemas".

"Não é possível vermos o caos de norte a sul do país, no litoral e interior e não vermos nenhuma ação palpável do lado do Governo, não é possível termos tido no parlamento a resposta que tivemos hoje do ministro do Ambiente, que foi basicamente encolher os ombros. Se ele não sabe, alguém tem de saber", criticou.

Assunção Cristas defendeu ainda que o Governo, enquanto "responsável máximo pela tranquilidade e segurança" do país, "deveria ter prevenido e evitado que se chegasse a esta situação" que "mais uma vez demonstra a incompetência do Governo para gerir situações difíceis".

"É também o responsável máximo para que haja liberdade de circulação no nosso país e se, neste momento, temos o nosso país num caos e as pessoas com receio de sequer poderem fazer tranquilamente as suas férias de Páscoa [...], então o Governo tem de garantir que essa situação não se arrasta", frisou.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Após a requisição civil, os militares da GNR mantiveram-se de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível pudessem abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

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