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A 'reboque do primo', secretário de Estado demite-se

Em carta enviado ao Executivo, o secretário de Estado Carlos Martins apresentou o seu pedido de demissão que já foi aceite pelo ministro do Ambiente e pelo primeiro-ministro. Uma saída que, recorde-se, acontece apenas um dia depois da demissão do seu primo e, até ontem, adjunto do seu gabinete.

A 'reboque do primo', secretário de Estado demite-se

E vão dois. Depois de o primo Armindo Alves ter apresentado, ontem, o seu pedido de demissão, esta quinta-feira foi a vez de Carlos Martins lhe seguir as pisadas. Em carta enviada ao Executivo, o até agora secretário de Estado do Ambiente pede para sair porque não quer "prejudicar o Governo", o PS e António Costa.

Em representação do Governo português na Costa Rica, o governante endereçou o pedido a Matos Fernandes e a António Costa.

"Estou em missão de trabalho no estrangeiro e tomei conhecimento da polémica em torno da nomeação de um membro da equipa do meu gabinete. Ao longo destes anos, enquanto secretário de Estado do Ambiente, agi sempre por critérios de boa-fé e procurei dar o meu melhor para atingir os objetivos do Governo e do Ministério do Ambiente e da Transição Energética", escreve Carlos Martins, na missiva.

Mas, acrescenta, "entendo que o assunto pode prejudicar o Governo, o Partido Socialista e o senhor primeiro-ministro" e, "com a mesma honra que determinou a minha aceitação de funções governativas, entendo, nesta hora, pedir a minha demissão".

O pedido, informa o Governo, já foi aceite pelo ministro do Ambiente e pelo primeiro-ministro António Costa.

Entretanto, Matos Fernandes reagiu à demissãodeixando um agradecimento público a Carlos Martins por "todo o seu empenho profissional e político", bem como, pelos seus "relevantes sucessos, conseguidos ao longo dos mais de três anos em funções".

Primos 'não resistem' 

Parecia mais um caso, mais uma coincidência, mas desta vez houve consequências. O jornal online Observador noticiou, na tarde de ontem, que em setembro de 2016, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, nomeou o primo, Armindo dos Santos Alves, para adjunto do seu gabinete.

Confrontado com esta nomeação, o Ministério do Ambiente discutiu o assunto e Armindo dos Santos Alves pediu a sua demissão, a primeira na sequência das relações familiares no seio do Governo.

Quem não fazia ideia desta nomeação era, de acordo com fonte da tutela, o próprio ministro Matos Fernandes: "O ministro do Ambiente soube ontem [terça-feira] da existência de uma relação familiar entre o secretário de Estado e o seu adjunto, quando foi confrontado pelo jornal Observador".

A verdade é que o 'mal-estar' parece não ter ficado resolvido e hoje também Carlos Martins decidiu apresentar a sua demissão, elevando para duas as saídas do Governo devido a relações familiares.

[Notícia atualizada às 13h22]

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