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"Somos um país de endividados e caloteiros. O que está a dar é dever"

A opinião é de Joaquim Jorge, que reflete sobre o nível de endividamento dos portugueses.

"Somos um país de endividados e caloteiros. O que está a dar é dever"
Notícias ao Minuto

13:39 - 14/02/19 por Filipa Matias Pereira 

Política Joaquim Jorge

Esta semana, recorda Joaquim Jorge, o Jornal de Notícias revelou que “os devedores de cartão de crédito batem recorde. Há 137 mil pessoas em incumprimento com cartões. O valor em dívida neste tipo de financiamento é acima de 3,25 mil milhões de euros”.

Num texto enviado à redação do Notícias ao Minuto, o fundador do Clube dos Pensadores não se mostra surpreendido, referindo que se apercebe “de imensos carros novos na rua e gruas imponentes para novos prédios e casas. Por outro lado, nunca houve tanta gente a viajar, para lá, da época de férias”.

Mas, advoga, “o pior é o resto”, nomeadamente “pagar as dívidas e cumprir com as suas obrigações”. O biólogo defende que se “compreende que é legitimo qualquer pessoa ter a ambição ou o sonho de ter uma boa casa, um bom carro e viajar, jantar em bons restaurantes, ter boa roupa, para além de outras coisas. Todavia só o deve fazer tendo a noção que pode pagar o que deve”.

Perante estas circunstâncias, atira Joaquim Jorge, “os portugueses, mais tarde, não se podem queixar do Governo, mas sim de si próprios. A culpa será totalmente sua se não pagarem o que devem”, pese embora “os exemplos que vêm de cima não serem os melhores”. O comentador remete, em concreto, para o facto de o nosso país estar “muito endividado, mas todo o cuidado é pouco”.

Por este andar, acredita, “estamos a passar da depressão à euforia pelo excesso de confiança, mas a depressão poderá estar, de novo, aí à porta. Somos um país bipolar capaz do melhor e do pior que nunca aprende com os erros passados”.

Para Joaquim Jorge, “os portugueses poupados, que vivem com o que têm e não fazem flostrias, vão pagar mais cedo ou mais tarde, pelos excessos de quem não tem cabeça e tino”. Acrescenta ainda o biólogo que “somos um país de gente com a mania das grandezas, aparato, pedantes, convencidos, que não pode ver os outros ter ou fazer, muito invejosos e vaidosos. Um país de endividados e caloteiros”. Atualmente “o que está a dar é dever, o resto vê-se depois, alguém há-de pagar”, conclui.

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