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Rio com confiança renovada após longa noite e abraço inesperado. E agora?

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou hoje que sai reforçado depois da aprovação da moção de confiança à sua direção, que recolheu cerca de 60% dos votos do Conselho Nacional. A noite, que foi longa, ficou marcada por um abraço que simbolizou um apoio inesperado a Rio: o de Luís Filipe Menezes. O presidente do PSD deixou, por fim, uma mensagem: agora quer o PSD a "remar" no mesmo sentido.

Rio com confiança renovada após longa noite e abraço inesperado. E agora?
Notícias ao Minuto

06:47 - 18/01/19 por Lusa

Política PSD

A reunião, que arrancou pelas 17h30 de quinta-feira, num hotel no Porto, e se estendeu por quase onze horas, foi ensombrada pela discussão do método de votação da moção de confiança: secreto ou de braço no ar.

Durante toda a tarde e noite, os apoiantes do antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro - que acabou por não marcar presença no Conselho Nacional, apesar de estar a 500 metros, por não ter sido convidado - multiplicaram-se em declarações em defesa do voto secreto.

Já depois da pausa para jantar, a incógnita sobre o método de votação levou o líder do PSD-Lisboa, Pedro Pinto, a dar voz à indignação, lamentando que o requerimento a pedir o voto secreto, subscrito por mais de um décimo dos militantes, não tenha sido entendido como obrigatório e pediu a intervenção do Conselho Nacional de Jurisdição.

Perto das 02h00, registou-se o momento mais confuso e tenso do Conselho Nacional: os ânimos até se apaziguaram quando Rui Rio defendeu que a moção fosse sujeita a voto secreto, mas, logo em seguida, o presidente do Conselho Nacional, Paulo Mota Pinto, teve entendimento diferente e decidiu submeter o modelo de votação à decisão de todos os conselheiros nacionais.

Esta posição levou os membros do Conselho Nacional de Jurisdição - o chamado 'tribunal' do partido - a abandonarem a sala, acusando Mota Pinto de ter ignorado um parecer onde concordavam com o caráter potestativo do requerimento que pedia o voto secreto.

Foi então de braço no ar que a maioria dos conselheiros (78 a favor, 26 contra) defendeu que a moção de confiança a Rio devia ser apreciada por voto secreto.

Uma hora depois, os resultados davam uma vitória clara a Rui Rio: 75 votos a favor, 50 contra e um nulo, um resultado que realçou ser superior, em percentagem, aos 54% dos votos que conseguiu nas diretas.

Rio reagiu à vitória dizendo esperar que a partir de agora "remem todos no mesmo sentido", para o PSD recuperar e ganhar eleições, e desejou que possa haver paz no partido.

Montenegro irá reagir pelas 12h00, num hotel em Gaia (Porto), mas, já esta madrugada, um dos seus apoiantes mais destacados, o ex-líder parlamentar Hugo Soares, recusou que o resultado signifique uma derrota, uma vez que tinham pedido a clarificação em eleições diretas.

"O partido estava adormecido e hoje está mais vivo que nunca", defendeu, acusando ainda Mota Pinto de ter dado "um triste espetáculo".

Ao longo da reunião, Rio ouviu críticas de conselheiros como Pedro Pinto, Hugo Soares, a antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, presidentes de distritais como Pedro Alves (Viseu) e Bruno Vitorino (Setúbal), da líder da JSD Margarida Balseiro Lopes ou do antigo assessor político de Passos Coelho, Miguel Morgado.

O apoio mais inesperado - selado com um abraço - veio do seu antigo adversário Luís Filipe Menezes, que foi ao Conselho Nacional declarar apoio a Rio, defendendo ser tempo de "cerrar fileiras", mas admitindo legitimidade a Luís Montenegro para fazer o desafio à liderança.

Outro apoio de peso surgiu do eurodeputado Paulo Rangel, que ficou ao lado da direção, e, no final, defendeu que o PSD saiu "claramente reforçado e clarificado".

"Eu sempre fui muito favorável a que cada um possa expressar as suas opiniões e, portanto, que as pessoas que são críticas, se tiverem alguma coisa a criticar, vão dizendo, vão dizendo de quando em vez, acho bem, agora têm que estar ao lado do líder", defendeu.

Há uma semana, o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro desafiou Rui Rio a convocar eleições diretas antecipadas e assumiu disponibilidade para se candidatar à liderança do partido.

Rio rejeitou o repto de antecipar as eleições - completou no domingo metade do seu mandato, um ano - mas pediu ao órgão máximo do partido entre Congressos que renovasse a confiança na sua Comissão Política Nacional, o que aconteceu.

Na sua intervenção inicial, o presidente do PSD criticou Montenegro por não ter estado disponível para se candidatar à liderança social-democrata há um ano e sugeriu que o antigo líder parlamentar nunca ganhou eleições, ao contrário de si próprio.

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