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"Não assinei propositadamente. Percebo que o fiz inadvertidamente"

A deputada sentou-se no lugar de José Silvano, tendo assinado em seu nome a folha de presenças relativamente aos dias 18 e 24 de outubro. Depois de uma semana 'turbulenta', Emília Cerqueira explicou o que se passou.

"Não assinei propositadamente. Percebo que o fiz inadvertidamente"

A deputada Emília Cerqueira admitiu, esta sexta-feira, ter sido ela a assinar as presenças de José Silvano em dois dias em que o secretário-geral do PSD não esteve presente no plenário da Assembleia da República.

Num tom inflamado, Emília Cerqueira começou por dizer aos jornalistas que tem as “passwords de alguns colegas” de quem é “mais próxima”, tal como eles têm a sua, pois é um procedimento que “faz parte do desenvolvimento do trabalho” que é feito na Assembleia da República, como em “qualquer organização”.

Relativamente à password de José Silvano, a deputada eleita pelo círculo de Viana do Castelo admitiu que sabe qual é, mas deixou claro que não é a única.

“Eu também tenho a password. Não sou só eu, mas eu também a tenho”, frisou, explicando que esta partilha se deve à necessidade de “consultar documentação que apenas está acessível no computador dele [Jorge Silvano]” e à qual não consegue ter acesso através do seu próprio computador. E, por isso, não teve problemas em afirmar que usou a password do secretário-geral do PSD.

Várias vezes o fiz, mas ao contrário do que estão a passar, não o fiz para marcar presenças ao senhor deputado. Ele nunca mo pediu, nem eu o fiz, pelo menos propositadamente, porque agora percebo que o fiz inadvertidamente. Lamento que tal tenha sucedido e mais ainda lamento que se tenha criado este circo mediático à volta de uma coisa tão simples como um colega partilhar ficheiros de trabalho de outro, no mesmo terminal de computador

Indignada com a polémica que se gerou em torno de algo tão “natural”, Emília Cerqueira diz que tudo isto é “completamente surreal” e deixa críticas aos colegas do partido.

“Vi um print screen no jornal Expresso porque um colega, provavelmente do interior do PSD, o fez e tenho quase a certeza, tendo em conta o que vou ouvindo das velhas tradições deste Parlamento, que já o deve ter feito e esse sim com a intenção de marcar a presença de alguém”, atirou, considerando ainda que só entende a polémica como um “ataque direto à direção de Rui Rio, porque parece que desde que ele [Rio] está à frente do PSD que tudo está errado e tudo está mal e ele é culpado por todos os males do mundo”.

A deputada explicou ainda que "não existe um log in próprio para presenças". "O que existe é uma password que somos obrigados a introduzir sempre que acedemos a um terminal de PC, seja no plenário ou no gabinete ou onde quer que seja. Pelos vistos cometi o pecado capital de o ter feito nesses dias para consultar e trabalhar, que é para isso que aqui estamos", atirou.

Em jeito de conclusão, Emilía Cerqueira lamentou que "se divirtam tanto a acusar o deputado José Silvano como se se tratasse de um crime de lesa-pátria" e que as pessoas se preocupem com o tema como se de "virgens ofendidas" se tratassem, pese embora esta seja uma "terra onde não há virgens".

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