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Tancos: PSD em ponderação se "é tempo certo" para comissão de inquérito

O líder parlamentar do PSD defende que a prioridade deve ser "ponderar bem se este é o tempo certo" para avançar com uma comissão de inquérito sobre o furto de armas de Tancos, proposta hoje pelo CDS-PP.

Tancos: PSD em ponderação se "é tempo certo" para comissão de inquérito

"No dia em que ocorrem desenvolvimentos significativos na investigação, a prioridade deve ser no sentido de ponderar bem se este é o tempo certo para avançar com uma comissão parlamentar de inquérito. Feita essa ponderação, o PSD decidirá", afirmou Fernando Negrão, numa declaração enviada à Lusa, depois de questionado o grupo parlamentar sobre a posição dos sociais-democratas.

O CDS-PP anunciou hoje que vai propor, no parlamento, a criação de uma comissão de inquérito sobre o furto de armas dos paióis de Tancos, em junho de 2017.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, justificou a proposta com a necessidade de apurar "responsabilidades políticas" neste caso, em que acusou o Governo de "omissões e contradições", numa conferência de imprensa, na Assembleia da República.

A proposta dos centristas surge depois de a Polícia Judiciária ter detido hoje militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito e realizado buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém, âmbito do caso do furto de armas em Tancos.

Na conferência de imprensa, o líder parlamentar democrata-cristão referiu não ter falado com os restantes partidos sobre a proposta de inquérito e que apresentará o texto com os fundamentos "brevemente", provavelmente no prazo de 48 horas.

Segundo um comunicado da Procuradoria-Geral da República divulgado ao final da manhã, no inquérito no qual decorreram as detenções realizadas hoje "investigam-se as circunstâncias em que ocorreu o aparecimento, em 18 de outubro de 2017, na região da Chamusca, de material de guerra furtado em Tancos".

Em causa, adianta o comunicado, estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do material que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

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