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“Há ausência de respeito pela classe de quem depende futuro"

Ascenso Simões partilhou nas redes sociais a sua opinião sobre as exigências dos professores e a forma como a sociedade trata os docentes.

“Há ausência de respeito pela classe de quem depende futuro"
Notícias ao Minuto

09:54 - 20/06/18 por Natacha Nunes Costa

Política Ascenso Luís Simões

O deputado do PS partilhou nas redes sociais a sua opinião sobre os motivos da greve dos professores e a reação da sociedade e do Governo às exigências dos docentes.

No Facebook, Ascenso Simões escreve que, enquanto político, uma das coisas que mais lhe custa “é a forma como a nossa sociedade trata os professores” que, garante, serem tratados com “ausência de respeito", apesar de, sublinha, serem "a classe de quem depende, em maior medida, o futuro”.

Para o parlamentar, a sociedade devia colocar-se no lugar dos docentes para compreenderem as dificuldades pelas quais estes profissionais passam.

“Se alguém soubesse o que é passar horas seguidas a acompanhar crianças e jovens (...); se alguém tivesse em conta o número de vezes que um professor muda de escola ao longo da sua carreira; se alguém conseguisse indicar as muitas realidades cognitivas, familiares, motivacionais, de acesso à informação que existe em cada turma e em cada escola; se alguém soubesse medir a impossibilidade de se aguentar um grupo durante 50 ou 90 minutos dentro de uma sala...”, diz Ascenso Simões, no Facebook, adiantando que não “há futuro se se continuar a olhar esta carreira pelo crivo mirolho do global das administrações públicas”.

Ascenso Simões garante mesmo que é necessário “nunca parar de demonstrar que a carreira docente é a mais relevante e decisiva de todas as que nos preocupa e com as quais o país tem que lidar” e que se o primeiro-ministro e o ministro da Educação não encontrarem “o progressivo ajuste orçamental que as carreiras nunca alteradas impõem,” isso seria “cavar definitivamente a sepultura da relação dos poderes públicos com a escola”.

Recorde-se que os professores estão em greve pelo menos até ao final de junho. Em causa está a exigência, por parte dos sindicatos, da recuperação total do tempo de serviço em que as carreiras da Função Pública estiveram congeladas.

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