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Pedro Dias condenado a 25 anos de prisão

Arguido não esteve presente, no Tribunal da Guarda, durante a leitura do acórdão por motivos de saúde, mas assistiu à audiência através de videoconferência. Pedro Dias acabou condenado à pena máxima pelos crimes de Aguiar da Beira.

Pedro Dias condenado a 25 anos de prisão
Notícias ao Minuto

17:47 - 08/03/18 por Patrícia Martins Carvalho com Inês André de Figueiredo

País Sentença

O Tribunal da Guarda condenou, esta quinta-feira, Pedro Dias a 25 anos de cadeia, com a justiça a dar como parcialmente provada toda a acusação. As penas parcelares condenavam o arguido a um total de 104 anos de prisão, o que levou a um cúmulo jurídico de 25 anos, a pena máxima em Portugal.

Durante a leitura do acordão, o tribunal deu como provados os três homicídios de que Pedro Dias estava acusado. Ficou ainda provado que 'Piloto' disparou sobre o casal Luís e Liliane Pinto, acabando por matar ambos.

No que diz respeito às penas parcelares, Pedro Dias foi condenado a 21 anos de cadeia pelo homicídio do militar da GNR Carlos Caetano, 22 anos por homicídio qualificado de Luís Pinto, 22 anos por homicídio qualificado de Liliane Pinto, 11 anos e seis meses para o homicídio em forma tentada do GNR António Ferreira.

Para além dos crimes provados, Pedro Dias foi condenado também a pagar indemnizações ao GNR António Ferreira, aos pais de Carlos Caetano, aos pais de Liliane Pinto, bem como a pagar as despesas dos funerais e por danos não patrimoniais a Lídia Conceição - a mulher que sequestrou -, num total que ronda os 946 mil euros.

As reações à saída do Tribunal da Guarda

"Creio que hoje se fez justiça e que ficou provado que versão do arguido não tinha qualquer possibilidade de credibilidade", assegurou o advogado do casal que morreu devido aos crimes de Pedro Dias, frisando que a questão das indemnizações não era a que se esperava e que será ponderado um recurso por causa dos pais de Luís Carlos Pinto.

"Já que não podem dar [prisão] perpétua, os 25 anos são merecidos", disse a mãe de Liliane Pinto à saída da leitura do acórdão. Ela que, esta tarde, durante a leitura da sentença, teve de abandonar a sala de audiências quando o juiz começou a descrever as lesões que Liliane Pinto sofreu depois de ter sido baleada por Pedro Dias.

"Está provado que matou", disse o presidente do coletivo de juízes durante a leitura do acórdão à qual a mãe de Liliane Pinto não conseguiu assistir na íntegra.

Também no Tribunal de Guarda, Pedro Proença, advogado de António Ferreira e dos familiares de Carlos Caetano, assegurou que "25 anos acaba por ser o mínimo que este arguido mereceu". "Há a necessidade de criar um regime excecional que permita uma moldura penal mais gravosa para estas situações", pede o causídico após este acordão. 

"Mais uma vez se provou que Pedro Dias mentiu com quantos dentes tinha na boca. A minha justiça eram os 104 anos que ele devia estar preso", referiu a irmã de António Ferreira, que ainda não está apto para voltar a trabalhar e cujo estado debilitado de saúde pode até comprometer um possível regresso à GNR. 

Durante a leitura da sentença, Pedro Dias estava "sereno, como se nada fosse". "Ele sabia que era culpado, só estava à espera que o juiz dissesse os 25 anos", acrescentou. 

"Não é um homem, é um monstro", assegurou a mãe de militar da GNR que morreu, Carlos Caetano, referindo que era preciso mostrar que o filho não era a pessoa que Pedro Dias tinha transmitido em tribunal.

O advogado de Lídia da Conceição, Tiago Gonçalves, revelou que "os crimes foram dados como provados" e que a indemnização parece "justa e adequada", frisando que a "sentença está muito bem fundamentada". 

Mónica Quintela, advogada de Pedro Dias, foi das últimas a deixar o tribunal, tendo deixado a ideia que irá pedir um recurso da sentença. "Em princípio iremos interpor recurso", garantiu.

Quais os crimes de que estava acusado?

Acusado de ter cometido três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, três crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas, Pedro Dias foi condenado a 25 anos de prisão.

Os crimes em causa remontam a 11 de outubro de 2016 e foram cometidos em Aguiar da Beira.

Ao longo do julgamento, que começou em novembro do ano passado, Pedro Dias confessou ter disparado sobre os dois militares (matou Carlos Caetano e deixou ferido António Ferreira), mas negou ser o responsável pela morte de Liliane e Luís Pinto, atribuindo a culpa ao guarda Ferreira.

[Notícia em atualização]

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