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Ativo soviético? "Presidente não deve fazer comentários pessoais"

Declarações surgem depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter dito que o homólogo norte-americano, Donald Trump, atuava como um "ativo soviético". Na posição de candidato, Gouveia e Melo discordou de que Trump fosse um "ativo russo" e disse que se tratava de uma "especulação".

Ativo soviético? "Presidente não deve fazer comentários pessoais"

© PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP via Getty Images

Ana Teresa Banha
29/08/2025 19:16 ‧ há 7 horas por Ana Teresa Banha

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo comentou, esta sexta-feira, os comentários do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que considerou que o homólogo norte-americano, Donald Trump, atuava como um "ativo soviético".

 

"Quem faz a política externa do Estado português é o Governo. Qualquer pessoa  que esteja investida no lugar da Presidência - portanto, o Presidente da República - não deve fazer comentários pessoais porque representa o Estado Português", disse, em declarações aos jornalistas no Algarve.

Gouveia e Melo apontou que o Estado Português era aliado do norte-americano em "diversas alianças", considerando: "A nossa segurança e defesa comum é muito importante. Julgo que esse tipo de comentários não devem ser feitos pelo Presidente da República."

Trump foi eleito democraticamente no seu país [...]. Que eu saiba, os EUA são uma grande democracia

Questionado sobre se as declarações, que foram até notícia lá fora, podem criar problemas diplomáticos, Gouveia e Melo disse que "isso só os norte-americanos é que podem decidir", mas reforçou: "Presidente não deve fazer comentários de índole pessoal porque representa o Estado português, representa-nos a todos. Vivemos momentos conturbados na ordem internacional e convém manter as nossas alianças mais críticos. Quem define  a política externa portuguesa é o Governo. O Presidente é só um representante dessa política."

Os jornalistas insistiram ainda sobre a sensatez das declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, e Gouveia e Melo deixou essa classificação de lado, dizendo: "Se fosse eu, não os faria [...]. Mesmo que pensasse, ou não, não as iria manifestar."

Mas, face à sua posição, de candidato presidencial, foi questionado sobre o que pensava acerca da classificação de Trump poder ser um ativo de Putin, respondendo assertivamente: "Não, não concordo. Acho que é uma especulação. Trump foi eleito democraticamente no seu país, tem toda a representatividade dessa eleição. Que eu saiba, os EUA são uma grande democracia."

A Flotilha, a segurança e a responsabilidade do Governo

Gouveia e Melo 'saiu' em defesa do Executivo, que esta sexta-feira considerou que a ida de Mariana Mortágua e outras personalidades até Gaza numa missão humanitária não tem vínculo com o Governo por se tratar de uma "iniciativa autónoma da sociedade civil" e que, por isso, não teria de garantir a segurança desta viagem.

"Se os governos tivessem de assegurar a segurança de todos os cidadãos que resolvem ter atos que possam ser considerado perigosos, seria muito difícil assegurar isso. A sra. deputada fará o que achar bem, não poderá é assegurar depois o Estado português a atuar numa determinada zona que é muito difícil e complexa no momento em que estamos a viver", considerou.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros,  "à luz do direito internacional, não existe uma responsabilidade jurídica por parte do Estado português de proteção do navio ou dos seus tripulantes".

O organismo ressalvou, contudo, que a proteção consular é "assegurada, se necessária, a todos os cidadãos portugueses no estrangeiro".

Mortágua alertou, por sua vez, que o Governo tem a obrigação legal e moral de usar "todos os instrumentos" para garantir que a Flotilha Humanitária chegue "a Gaza em segurança e consiga entregar ajuda humanitária" na Palestina.

[Notícia atualizada às 19h39]

Leia Também: Marcelo diz que Trump tem funcionado como "ativo soviético" da Rússia

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