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Problema dos médicos "não se resume a salários. Tem a ver com condições"

Declarações da lider do FNAM à porta do ministério da Saúde, onde hoje estará reunido com a tutela.

Problema dos médicos "não se resume a salários. Tem a ver com condições"
Notícias ao Minuto

11:10 - 24/05/24 por Natacha Nunes Costa

País Médicos

O ministério da Saúde volta a sentar-se, esta sexta-feira, com os sindicatos dos médicos, enfermeiros e farmacêuticos para uma segunda reunião com a expectativa de que as negociações possam chegar a bom porto.

Antes do encontro com a tutela, a FNAM disse aos jornalistas, a partir da porta do ministério da Saúde, em Lisboa, que "vem para esta reunião de mente aberta, de boa fé", com esperança "acima de tudo que algumas das soluções que foram apresentadas ao ministério liderado pela professora doutora Ana Paula Martins possam ser incorporadas no protocolo inicial" que deverá ser apresentado hoje, mas que sobre o qual ainda não se pronunciaram porque ainda não lhes foi apresentado.

"Ainda não tivemos acesso ao documento que nos vai ser apresentado, mas seguramente vai ser apresentado nesta mesa e depois logo decidiremos como é que vamos proceder", explicou a representante do sindicato, Joana Bordalo e Sá.

Para a FNAM, "é muito importante" que, pelo menos, "dois eixos" das suas propostas "sejam atendidos". A questão da revisão da nossa grelha salarial, "uma vez que não foi possível um bom acordo com o anterior Governo que tivesse permitido ter mais médicos no SNS" e as condições de trabalho destes profissionais.

"A situação dos médicos não se resume apenas a salários. Tem muito a ver com condições de trabalho. Temos várias propostas desde a reposição das nossas 35 horas, a questão dos médicos internos - que são um terço da nossa força de trabalho, são 10 mil médicos que devem ser reintegrados na carreira, porque estão fora da carreira -, a nossa progressão, concursos a tempos e horas, a questão da nossa avaliação e da reposição do tempo de serviço", enumerou a responsável.

Aos jornalistas, Joana Bordalo e Sá realçou ainda que "o SNS não pode esperar mais" e que a falta de médicos já não é só nos serviços de urgência, desmonstrando-se ainda preocupada com o facto de "estarmos em maio e já temos tantas falhas" e "não existir um plano nem para o verão, nem para o inverno".

Leia Também: Profissionais de saúde e Governo reúnem-se hoje para definir negociações

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