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Ucrânia e Médio Oriente marcam 1.ª reunião de líderes de Montenegro

O primeiro-ministro revelou que a UE vai "continuar a prestar apoio do ponto de vista financeiro, humanitário e militar" à Ucrânia e a apelou a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, que vive uma situação "dramática".

Ucrânia e Médio Oriente marcam 1.ª reunião de líderes de Montenegro
Notícias ao Minuto

16:55 - 18/04/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Conselho Europeu

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou, esta quinta-feira, que o Conselho Europeu - o primeiro em que participa como governante de Portugal - teve como principais temas de discussão a guerra na Ucrânia e a tensão no Médio Oriente, incluindo a situação na Faixa de Gaza.

Em conferência de imprensa, Montenegro afirmou que os líderes da União Europeia (UE) tiveram uma reunião por videoconferência com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na qual foi discutida a "situação dramática que se vive em parte do território ucraniano e de corresponder com uma vontade firme de todos os países da UE de continuar a prestar apoio do ponto de vista financeiro, humanitário e militar".

Segundo o responsável, foi também "entendimento do Conselho fazer alguns avanços relativamente a aspetos à relação bilateral de alguns Estados-membros com vista a reforçar os meios militares da Ucrânia".

O primeiro-ministro reconheceu também que Portugal não está entre os países que podem disponibilizar sistemas de defesa antiaérea à Ucrânia, mas considerou que o apelo de Zelensky "caiu fundo" nos Estados-membros da UE.

"Esse apelo caiu fundo em todos os Estados da UE e aqueles que têm maior capacidade anunciaram a sua predisposição de, num futuro próximo, poder reforçar essa mesma capacidade, ajudando a Ucrânia", disse Luís Montenegro, admitindo que "há países que já o anunciaram, à cabeça dos quais está a Alemanha", que anunciou que ia enviar mais um sistema de defesa antiaérea MIM-104 Patriot.

"Nós, por exemplo, em Portugal, infelizmente, não dispomos de meio para poder colaborar nesse domínio", admitiu Luís Montenegro.

Os líderes europeus discutiram ainda "a situação que se vive no Médio Oriente" e "condenaram de forma inequívoca o ataque do Irão a Israel". Neste sentido, foram reforçadas as sanções ao Irão, sobretudo no que diz respeito ao "comércio de veículos aéreos não tripulados e de mísseis".

"Por outro lado, o Conselho entendeu renovar o apelo a um cessar-fogo imediato em Gaza e também fazer um apelo grande a que sejam desbloqueados todos o canais que permitam a ajuda humanitária, que é cada vez mais necessária. A situação em Gaza está cada vez mais dramática", afirmou.

Segundo Luís Montenegro, o futuro económico da União Europeia foi o tema "principal" da reunião dos líderes dos 27, onde foram analisados "vários prismas neste domínio".

Na reunião, o primeiro-ministro português fez questão de sublinhar a "questão da energia", defendendo que a Europa "deve continuar a percorrer um caminho no qual se consiga alcançar" maior autonomia e colocar a energia verde no topo das fontes de energia, sendo que "Portugal tem uma participação importante a dar".

Sobre a economia, Luís Montenegro aproveitou para "dizer em nome do governo português" que o país "se mantém muito firme e empenhado em recuperar o atraso na execução quer dos fundos de coesão, quer do próprio PRR".

"Para sermos merecedores do apoio de fundos de coesão no futuro, temos de mostrar que somos capazes, no presente, de executar - e executar bem - os fundos que temos à nossa disposição", atirou.

Portugal está

Portugal está "muito empenhado" em recuperar atrasos na execução do PRR

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou hoje que Portugal está "muito empenhado" em recuperar atrasos na execução dos fundos europeus da coesão e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para ser "merecedor" destas verbas comunitárias.

Lusa | 17:25 - 18/04/2024

Nessa linha, Luís Montenegro anunciou que, no Conselho de Ministros de sexta-feira, serão tomadas decisões "relativamente ao reforço de mecanismos de transparência, de fiscalização e de celeridade na execução de fundos europeus".

"Nós já anunciámos aqui e reitero o nosso propósito de publicitar nos jornais nacionais, regionais e locais a atribuição de fundos europeus e, portanto, não estar apenas compaginado ao sítio oficial essa publicitação e, por outro lado, o reforço em 60% das equipas adstritas à tarefa de controlar o cumprimento de todos os regulamentos e regras que hoje existem", adiantou o primeiro-ministro.

[Notícia atualizada às 17h09]

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