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FNAM faz balanço de 2023. "De grande intensidade para comunidade médica"

A Federação Nacional dos Médicos considerou ainda que foi "o ano dos anos da luta dos médicos"

FNAM faz balanço de 2023. "De grande intensidade para comunidade médica"
Notícias ao Minuto

08:45 - 29/12/23 por Notícias ao Minuto

País Médicos

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM), afirmou, esta sexta-feira, que 2023 "foi de grande intensidade para a comunidade médica" e "o ano dos anos da luta dos médicos", num balanço sobre o ano que termina na próxima segunda-feira.

"O ano de 2023 foi de grande intensidade para a comunidade médica, e nós, na FNAM, somos bem testemunhas disso. A luta sindical começou logo no início do ano quando, perante o bloqueio do processo negocial, tivemos que convocar a primeira greve em março e desenvolvemos ações até ao fim do ano, na defesa da nossa profissão e do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", começar por explicar a FNAM, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Segundo a FNAM, "além das greves com adesões acima dos 80% e manifestações muito participadas que as acompanharam, regionais e nacionais, nos hospitais e em frente ao Ministério da Saúde", foi lançado pelo sindicato, no final de maio, as declarações de indisponibilidade em realizar mais do que o limite legal das 150 horas suplementares anuais, "de que dependem em larga escala os serviços de urgência de norte a sul do país".

"Esta ação ganhou vida para lá das fronteiras da FNAM, numa lógica de construção unitária e sem sectarismos. Nós, médicos, demonstramos que estamos unidos na valorização da nossa profissão e carreira, e na defesa do SNS", frisou.

Recordando as várias formas de luta que têm levado a cabo ao longo do ano, a FNAM considerou que "a população em Portugal passou a perceber que os médicos trabalham, em média, mais quatro meses do que a generalidade dos profissionais da saúde e que o resto da administração pública, e que os médicos não aceitam perda de direitos laborais que coloquem em risco a sua segurança, mas acima de tudo, a dos próprios utentes".

Em crítica ao governo, agora em gestão, o sindicato teceu críticas, considerando que "após a crise política instalada no fim deste ano, não foi capaz de tecer uma negociação séria com os médicos ao longo de 19 duros meses.

"O Ministério da Saúde, liderado por Manuel Pizarro, não teve vontade política, nem competência, de firmar um bom acordo com os médicos, capaz de os atrair e fixar no SNS, mas foi capaz de fazer com que mais médicos saíssem do SNS e lançar o caos nos vários serviços de urgência, com encerramentos e contingências em todo o país, por falta de médicos", reiterou.

"Fechamos este pequeno balanço de 2023 com uma palavra especial aos novos associados da FNAM, que se juntaram ao longo do ano e ao ritmo do processo de luta. Em 2024 todos os médicos podem contar com a FNAM no apoio ao dever de cumprir com a Lei, para não excederem o limite legal anual do trabalho suplementar e para declinarem qualquer responsabilidade sempre que estejam perante condições inadequadas ao exercício da prática clínica, assim como combateremos os atropelos laborais e assédio nos vários locais de trabalho, com apoio dos nossos serviços jurídicos", rematou a FNAM.

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