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Gémeas? Lacerda Sales diz que precisa "de documentos". "Não me lembro"

O responsável adiantou ter pedido a documentação na posse da IGAS "ontem", quarta-feira, da qual necessita "para poder responder a um conjunto de questões".

Gémeas? Lacerda Sales diz que precisa "de documentos". "Não me lembro"

O ex-secretário de Estado da Saúde, António Larceda Sales, reiterou, esta quinta-feira, que precisa dos documentos na posse da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que, alegadamente, o implicam na marcação de uma consulta para as gémeas luso-brasileiras com atrofia muscular espinhal que foram tratadas com Zolgensma, um medicamento que custa mais de dois milhões de euros, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, por forma a recordar se agiu no processo. O antigo governante ressalvou, contudo, que não se lembra do que aconteceu.

"Obviamente que só poderei e deverei responder em sede própria, e sede própria é o Departamento de Investigação e Ação Penal, é a IGAS e é perante os factos", disse António Lacerda Sales, quando interpelado pela imprensa.

O responsável adiantou ter pedido a documentação na posse da IGAS "ontem", quarta-feira, da qual necessita "para poder responder a um conjunto de questões", o que fará "em sede própria".

"Quando digo não me lembro é porque, genuinamente, não me lembro mesmo. Passaram quarto anos, com uma pandemia pelo meio, onde, como sabem, tivemos um tempo extremamente difícil e, portanto, quando digo que não me lembro é porque, genuinamente, não me lembro mesmo. Preciso de factos e preciso de documentos para poder ter acesso e poder tentar relembrar. É só isso que posso fazer", complementou, antes de se escusar a responder a mais perguntas.

Recorde-se que a SIC Notícias avançou, na quarta-feira, que a IGAS terá na sua posse um documento enviado por uma secretária do antigo governante a solicitar a marcação de uma consulta para as gémeas no Hospital Santa Maria.

Contactado pelo canal televisivo, o antigo secretário de Estado da Saúde assegurou não se recordar de ter agido pessoalmente ou através de terceiros, ainda que tenha prometido solicitar a consulta dos referidos documentos.

Sublinhe-se que, ontem, o primeiro-ministro, António Costa, reforçou que o seu gabinete fez "o que habitualmente faz" com o expediente recebido pela Casa Civil da Presidência da República, ou seja, reencaminhou-o "para os Ministérios competentes em razão da matéria".

Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou não ter "nada a acrescentar" sobre o ofício, ainda que tenha ressalvado que, se disse que não falou com o filho, Nuno Rebelo de Sousa, é porque não o fez.

Na sua comunicação de segunda-feira, o chefe de Estado traçou a linha temporal da intervenção da Presidência no caso, depois de o programa da TVI Exclusivo ter dado conta de que as gémeas tinham sido tratadas em Portugal por influência de Marcelo Rebelo de Sousa, que terá recebido um alerta por parte do filho.

De notar ainda que, segundo confirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Notícias ao Minuto, "o processo encontra-se em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa e, por ora, não corre contra pessoa determinada". O caso está também a ser averiguado pela IGAS, além de ser objeto de uma auditoria interna no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, do qual faz parte o Hospital de Santa Maria.

Leia Também: PS convoca Pizarro e administração do Santa Maria sobre caso das gémeas

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