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Número de infeções por VIH continua a decrescer em Portugal

É esta a principal conclusão do 'Relatório Infeção por VIH em Portugal – 2022'.

Número de infeções por VIH continua a decrescer em Portugal

O número de novos casos de infeção por VIH manteve a tendência decrescente nos últimos dois anos em Portugal, à semelhança do que acontece já desde 2000, segundo o relatório que acaba de ser divulgado, esta terça-feira, pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o 'Relatório Infeção por VIH em Portugal – 2022', foram diagnosticados 1.803 novos casos de infeção por VIH no biénio 2020-2021. Desses, 870 são referentes a 2020, e os restantes 933 a 2021.

O documento, apresentado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), esta terça-feira, revela assim uma redução de 44% no número de novos casos de infeção por VIH e de 66% no que toca a novos casos de sida entre 2012 e 2021.

Durante os anos 2020 e 2021, em particular, foram diagnosticados 415 novos casos de sida.

No mesmo período de dez anos, concluiu-se que em 55,4% dos casos o diagnóstico foi tardio. E ainda que a "transmissão heterossexual" da doença se mantenha como a mais frequente (51,8%), os casos em "homens que têm sexo com homens (HSH)" corresponderam à maioria dos novos diagnósticos em indivíduos deste sexo (56,0%). 

Em 91,9% dos casos diagnosticados nestes dois anos, a transmissão ocorreu através de relações sexuais, ao passo que os casos em utilizadores de drogas injetadas corresponderam a 2,3% do total.

O relatório, que acaba de ser divulgado pelas autoridades de saúde portuguesas, dá ainda conta de que a taxa de novos diagnósticos de VIH foi mais elevada nos residentes na Área Metropolitana de Lisboa (15,3 casos/100 mil habitantes), seguindo-se a região do Algarve (9,3 casos/100 mil habitantes) e a Região Autónoma da Madeira (6,7 casos/100 mil habitantes).

Este relatório sobre a situação da doença em Portugal dá ainda conta de que a maioria (71,8%) dos novos casos de infeção em pessoas com, pelo menos, 15 anos de idade registou-se em homens: o equivalente a 2,5 casos por cada caso em mulheres. Quanto à idade em que foi efetuado o diagnóstico, a mediana fixou-se nos 39 anos. Ainda assim, em 63,6% dos novos casos as pessoas tinham entre 25 e 49 anos e em 27,6% tinham idade igual ou superior a 50 anos.

As autoridades de saúde contabilizaram ainda, neste âmbito, quatro casos de infeção por VIH em crianças (dois casos em 2020 e outros dois em 2021).

Na maioria dos casos de VIH diagnosticados (53%), os indivíduos eram de naturalidade portuguesa. Dos 820 casos que referiam ter nascido noutro país, 47,2% eram originários de países situados na África Subsariana e 40,9% de países da América Latina.

Já no que toca aos óbitos, de referir que foram comunicados 298 óbitos em pessoas que viviam com VIH: 148 em 2020 e 150 em 2021, mais concretamente. Em 24,5% destes óbitos, o tempo decorrido desde o diagnóstico foi superior a 20 anos,  e em 19,8% o óbito ocorreu no primeiro ano após o diagnóstico.

Contas feitas, desde 1983 e até ao final de 2021, foram identificados em Portugal um total de 64.257 casos de infeção por VIH. Desses, 23.399 evoluíram para casos de sida, que resultaram em 15.555 óbitos.

Considerando todo esse período, "foram diagnosticados e notificados, em Portugal, 633 casos de infeção por VIH em crianças com idade inferior a 15 anos à data do diagnóstico", esclarece o relatório. Porém, 92,6% destes casos foram diagnosticados há mais de uma década, esclarece o documento, que indica ainda que "medidas implementadas em Portugal" de combate à doença "resultaram num decréscimo dos novos casos em crianças".

Em causa está um relatório que resulta de um trabalho de colaboração entre a DGS, o INSA, os SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde), os hospitais e os seus profissionais, "assente num processo de recuperação das notificações de novos casos de infeção VIH em atraso, na sequência de constrangimentos que marcaram a pandemia de Covid-19".

[Notícia atualizada às 15h54]

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