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"Fazer omeletes sem ovos". Marcelo 'avisa' médicos recém-formados

O chefe do Estado esteve presente na cerimónia do Juramento de Hipócrates, em Lisboa.

"Fazer omeletes sem ovos". Marcelo 'avisa' médicos recém-formados
Notícias ao Minuto

18:09 - 26/11/22 por Teresa Banha com Lusa

País Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República discursou, este sábado, nas cerimónias do Juramento de Hipócrates, na Aula Magna, em Lisboa, durante as quais sublinhou o esforço dos profissionais de saúde, assim como reconheceu o quanto estes abdicam.

Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de sublinhar que os médicos recém-formados que assistiam na plateia, tinham uma formação excelente, mas que isso não iria chegar. "Fazer sopa da pedra. Fazer omeletes sem ovos. Vai ser muito a vossa vida", notou.

"O juramento de Hipócrates não diz respeito a uma profissão, diz respeito a uma missão", referiu Marcelo Rebelo de Sousa

"É verdade que o ideal seria, como disse o senhor bastonário, que tivésseis horas para ir ao cinema, ao teatro, para estar com a família, para ter almoços e jantares que não fossem não almoços nem jantares, para não terdes que enfrentar aquilo que é totalmente imprevisível", exemplificou Marcelo, acrescentando: "Tenho essa má notícia a confirmar-vos: a vossa vida vai ser o contrário daquele modelo para que apontou, de forma muito razoável e esperançosa, o senhor bastonário. Vai ser a surpresa, o inédito, o desconhecido, o ignoto. E vai ser como missão".

O responsável falou ainda que "ser bom médico" era também pensar em todas as equipas que atuam no setor da saúde e que forma a realidade existente. Pegando nos eu exemplo, como professor, o chefe de Estado fez questão de dizer que se pode assemelhar à profissão, mas "é diferente".

"Há professores que se cansam a meio do percurso, que mudam a meio, que se projetam noutro tipo de missões. O médico é ontem, hoje e sempre", rematou.

Marcelo referiu ainda que o Serviço Nacional de Saúde "é um bem inestimável", pelo que se espera que "seja possível atualizar o SNS, porque ele tem uma longa história e rica história mas o mundo mudou, a Europa mudou e Portugal mudou".

"E é preciso ajustá-lo à nova realidade e há aqui uma oportunidade única, única, que não foi possível durante a pandemia, que antes da pandemia foi sendo parcialmente encarada, que é olhar para esse SNS e perceber que este é o tempo de proceder a esse ajustamento em recursos humanos, financeiros, logísticos e técnicos, em organização, em gestão, em ensaio do novo modelo de gestão em que quem define política, define política, quem tem que gerir de acordo com competências, olhando para o terreno, deve agir com espaço de manobra, separando uma coisa de outra", salientou.

Considerando que a "oportunidade está criada", o chefe de Estado afirmou que espera que "não seja desperdiçada".

"Foi tão difícil chegar ao ponto de, superada a pandemia, em conversão em endemia, haver o mínimo de condições para fazer essa separação e proporcionar meios e recursos para aquilo que deve ser uma nova fase de gestão do SNS, que não pode ser desperdiçada" pelos "milhares e milhares e milhares que são profissionais de saúde e estão em atividade".

"É o que devemos desejar todos nós, independentemente de sermos de um setor, de um quadrante, de uma orientação, estarmos no poder ou fora do poder, que é a coisa mais transitória do mundo. Não é transitório é verdadeiramente encontrar uma fórmula que olhe para essas prioridades, a vida e a saúde, e recrie as condições que foram criadas noutros tempos e foram sendo reformuladas durante décadas, mas que hoje enfrentam desafios como nunca houve cá dentro e lá fora, noutras sociedades, e são desafios cruciais", apontou.

Já o ministro da Educação, em representação do Governo, apontou que "Portugal vai contar em 2023 com um total de 2054 vagas para formação médica especializada, o maior mapa de vagas de sempre, que representa um crescimento de 115 vagas, mais 6% face a 2022".

João Costa indicou que "este crescimento traduz um compromisso do Governo e das instituições parceiras na formação dos médicos especialistas para com o reforço de recursos humanos no SNS, com impactos diretos no acesso dos cidadãos a cuidados de qualidade e diferenciados" e deixou um "agradecimento ao empenho da Ordem dos Médicos".

Precisamente sobre este tema, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, tinha referido antes que em 2017 existiam "cerca de 1550 vagas" para especialidade e hoje são mais de 2050, e "vão sobrar", apontando que "provavelmente vão ficar vagas para a especialidade por ocupar".

[Notícia atualizada às 22h04]

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