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"Profunda consternação". Exército lamenta morte de jovem militar

Ani Muscuta Fonseca Dabó tinha 20 anos e ingressou no Exército em janeiro de 2019. Morreu após ser apanhada por uma onda na madrugada desta sexta-feira.

"Profunda consternação". Exército lamenta morte de jovem militar

O Exército Português lamentou, esta sexta-feira, a morte da jovem militar, cujo corpo foi encontrado esta tarde após ter sido arrastado durante a madrugada na praia da Lagoa, na Póvoa de Varzim. Num comunicado, o exército afirma ter recebido a notícia com “profunda consternação”.

“Foi com profunda consternação que o Exército Português recebeu a notícia que foi encontrada, sem vida, na praia de Póvoa de Varzim, a Primeiro-cabo Ani Muscuta Fonseca Dabó”, lê-se no comunicado enviado às redações.

A jovem, de 20 anos, ingressou no Exército em janeiro de 2019 e encontrava-se a frequentar o curso de condutor militar de categoria B, na Escola de Serviços, na Póvoa de Varzim.

“Neste momento de luto, dor e sofrimento para a família, amigos e para o Exército Português, o General Chefe do Estado-Maior do Exército transmitiu à família todo o apoio e solidariedade”, afirmou o Exército, acrescentando que o “apoio psicológico aos familiares continua a ser assegurado através do Centro de Psicologia Aplicada do Exército Português”.

Segundo avançou esta manhã o capitão da Capitania do Porto da Póvoa de Varzim, Ferreira Teles, oito jovens "militares do exército que estavam em formação na Escola dos Serviços do Exército" foram apanhados pelas ondas na praia da Lagoa.

Segundo a autoridade, o alerta foi dado pelas 4h48 para um acidente na praia da Lagoa, "com oito jovens que terão ido molhar os pés e uma que estava desaparecida".

O Exército adiantou que os oito militares "saíram de um estabelecimento de diversão noturna, onde se deslocaram para convívio social, e decidiram ir até junto da linha de água da praia da Lagoa na Póvoa de Varzim", tendo sido arrastados por uma onda.

Sete das vítimas conseguiram regressar a terra, excetuando a jovem de 20 anos, cujo corpo foi encontrado esta tarde.

Os sete militares foram encaminhados para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde, segundo fonte da unidade, deram entrada "com lesões musculares, hipotermia, num quadro traumático violento em termos emocionais, mas nenhum em risco de vida".

Até ao início da tarde, três das vítimas tinham sido transferidas para o Hospital Militar do Porto para "continuarem a ser vigiadas", três tinham recebido alta e uma permanecia em observação no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim.

Num ponto de situação feito pelas 13h15, o comandante local da Polícia Marítima considerou que "a tragédia podia ter sido maior, mas sobretudo evitada".

A Autoridade Marítima Nacional efetuou diversos avisos devido à agitação marítima e apelou aos cidadãos [para] que tenham uma cultura de segurança, para evitar o risco. Estamos no inverno, o mar tem muita energia e qualquer passeio na praia, junto ao mar, pode ser fatal", alertou o responsável da Capitania da Póvoa de Varzim.

Sobre este incidente, Ferreira Teles informou que "será feito um inquérito e caberá ao Ministério Público mandar o órgão de policial criminal fazer as investigações".

Leia Também: Encontrado corpo de jovem militar apanhada por onda na Póvoa de Varzim

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