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Marques Mendes. "O primeiro-ministro gosta de atacar empresas privadas"

"Atacar uma grande empresa desvia as atenções das questões essenciais que o [António Costa] preocupam e atacar uma grande empresa é sempre popular", considerou o antigo líder do PSD.

Marques Mendes. "O primeiro-ministro gosta de atacar empresas privadas"

Luís Marques Mendes comentou, este domingo, o facto de o presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, ter mencionado um aumento do preço da eletricidade para os consumidores já este mês - com as faturas da luz a subirem cerca de 40% - e a reação do Governo ao anúncio, no que apelidou de um "episódio infeliz em que ninguém saiu bem".

"Toda a gente saiu mal, o presidente da Endesa e o primeiro-ministro. Acho que as declarações que ele [presidente da Endesa] fez são relativamente incompreensíveis", declarou o antigo líder do Partido Social Democrata (PSD), esclarecendo que "são mais próprias de um politico do que um gestor".

Para Luís Marques Mendes, Nuno Ribeiro da Silva "passou a imagem implícita e indireta de que o Governo é o culpado da subida dos preços da energia" o que, na sua opinião, "não é justo".

"Goste ou não se goste do Governo, o Governo não é culpado pela subida dos preços de energia. A culpa é da guerra da Ucrânia, não é do Governo", reiterou o comentador no seu espaço habitual na SIC. "Acho que Nuno Ribeiro da Silva não mentiu, provavelmente tudo isto tem os seus custos, mas acho que exagerou", frisou.

Quanto à resposta de António Costa, Marques Mendes defendeu que "ainda foi pior", dado que "resolveu fazer um ataque" não só à Endesa, uma empresa particular, como ao presidente da empresa o que, a seu ver "não surpreendente, mas é inaceitável" .

"O primeiro-ministro gosta de atacar empresas privadas, grandes empresas", advogou, resumindo: "Em 2017, no início da sua governação, António Costa atacou forte e feio a Altice por causa dos fogos de Pedrógão. Em 2017, atacou também a EDP por causa das rendas excessivas. Em 2021, tinha atacado a Galp devido ao encerramento da refinaria de Matosinhos. Agora, em 2022 ataca a Endesa".

O comentador defendeu ainda que "isto é um clássico de António Costa" visto que, nas suas palavras, o primeiro-ministro gosta de atacar as grandes empresas "porque é eficaz por um lado e popular por outro".

"É eficaz porque ao atacar uma grande empresa desvia as atenções das questões essenciais que o preocupam e atacar uma grande empresa é sempre popular"

Relativamente ao despacho do líder do executivo, Marques Mendes disse que "é terrivelmente autoritário" e a mensagem que António Costa passou foi: "Ou se portam bem ou não prestam mais serviços ao Estado" e "isto não é aceitável num regime democrático".

Por fim, sublinhou que o despacho "é também um atestado de incompetência à função pública e é também um atestado de menoridade ao secretário de Estado João Galamba, que agora tem permissão para verificar as faturas da Endesa".

De recordar que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa reação ao tema, menorizou o impacto do despacho, afirmando: "Não é a ideia mais brilhante do mundo estar a suscitar questões sobre uma matéria tão sensível como aquelas que foram suscitadas, mas isso já a ilação política de um despacho que, em si mesmo, vale o que vale - é um despacho interno".

Saliente-se que a Frente Cívica enviou uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a pedir esclarecimentos sobre o despacho que determina que as faturas da Endesa a clientes da esfera pública sejam validadas por João Galamba, antes do pagamento.

Futuramente, Portugal poderá ter que poupar energia tal como fazem outros países europeus, contudo o plano português só deverá ser conhecido em setembro, mês em que poderá entrar em vigor, embora vários países já o tenham apresentado.

Leia Também: Líder da Endesa "meteu rabo entre as pernas", mas Costa fez jogo político

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